Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um homem de 47 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) na zona Norte de Manaus, após simular a própria morte para tentar embolsar R$ 500 mil de um seguro de vida. O caso aconteceu em Manacapuru, a 68 quilômetros da capital.
Segundo o delegado Jhon Castilho, responsável pela investigação, o crime foi planejado em conjunto com a esposa do suspeito.
“Ele planejou e executou o crime junto com a companheira. Eles contrataram o seguro de vida e, menos de um mês depois, já estavam com um atestado de óbito falso em mãos para solicitar o pagamento”, explicou.
Jhon Castilho, delegado
A farsa começou a desmoronar durante as investigações. O delegado explicou que o homem mantinha uma verdadeira “vida paralela”, com documentos falsos e várias identidades.
“Nós já identificamos pelo menos seis CPFs diferentes ligados a ele. São diversas identidades falsas, carimbos médicos, atestados timbrados. Inclusive, ele também tentou obter aposentadoria com laudos falsificados”, detalhou.
Leia também: ‘Ele era muito feliz’, diz mãe durante velório de menino de 7 anos atropelado
A suposta morte teria ocorrido em novembro de 2025, com um atestado de óbito falsificado em nome de um médico de Manacapuru. “Nós localizamos o médico e ele confirmou que nunca atendeu esse homem. A assinatura foi falsificada”, afirmou Castilho.
A polícia passou cerca de três meses investigando o caso até confirmar que o homem estava vivo. “Primeiro, precisávamos ter certeza de que ele não estava morto, e conseguimos essa confirmação. A partir daí, avançamos nas diligências e representamos pela prisão”, disse o delegado.
O suspeito foi encontrado escondido em uma residência no bairro Lago Azul. Ele teve a prisão preventiva decretada e vai responder por estelionato, uso de documento falso e falsificação de atestados.
Já a esposa, de 41 anos, também investigada por participação no esquema, não foi presa. A Justiça determinou apenas medidas cautelares. “Ela está proibida de sair à noite, deve permanecer em casa nos fins de semana e não pode ter contato com outros investigados”, explicou Castilho.
A polícia acredita que o casal não agia sozinho. “Há indícios de participação de outras pessoas. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos nessa trama criminosa”, concluiu o delegado.






