Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Refinaria da Amazônia (Ream) voltou a aumentar o preço da gasolina vendida às distribuidoras no Amazonas. O litro passou a custar R$ 4,17 nesta sexta-feira, 3/4, poucos dias após uma redução anunciada pela empresa.
No dia 25 de março, a Ream havia anunciado a redução no valor para R$ 3,96 na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora). Com este novo aumento para R$ 4,17, houve um acréscimo de R$ 0,21.
Já na modalidade LPA (Livre para o Armazém) também houve aumento para R$ 4,17. As modalidades diferem pela logística: no formato EXA, a distribuidora assume o transporte e os custos no LPA, a entrega é feita pela refinaria, com frete incluso.
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Sexto reajuste em março
Este é o sexto reajuste aplicado pela Ream somente em março de 2026. De acordo com a refinaria, os reajustes são influenciados pelo cenário internacional, especialmente pela guerra no Oriente Médio. Com isso, a empresa afirma que não atua de forma isolada, pois há vários setores logísticos envolvidos.
“Vem esclarecer que não atua de forma isolada no abastecimento nem na formação de preços dos combustíveis na região. A REAM vende aos distribuidores de combustíveis cerca de 30% do volume comercializado pelos postos do Estado do Amazonas e 5% do volume comercializado pelos postos da Região Norte, sendo o restante suprido por múltiplos agentes que operam na região, incluindo Petrobras, importadores e operadores logísticos”, diz trecho da nota.

No dia 22 de março, os preços voltaram a subir e a gasolina comum passou de R$ 7,29 para R$ 7,59. A versão aditivada chegou a custar, em alguns postos, R$ 7,79, e o etanol é vendido a R$ 5,59.
O impacto é ainda maior no interior, onde o transporte fluvial predomina. Com o combustível mais caro, o frete sobe e, com ele, aumentam também os preços de produtos e serviços. Em Parintins, por exemplo, o litro do combustível chegou a R$ 9,39, sendo considerado um dos mais caros do estado.






