Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas contabilizou 231 casos da doença mão-pé-boca (DMPB) entre janeiro e o início de junho deste ano, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
A maior parte das ocorrências foi registrada em Manaus, com 135 casos. Em seguida aparecem os municípios de Rio Preto da Eva (71), Atalaia do Norte (15) e Borba (10).
Provocada pelo vírus Coxsackie, a doença é altamente contagiosa e afeta principalmente crianças menores de cinco anos. A transmissão ocorre pelas vias respiratória e fecal-oral, exigindo atenção redobrada de pais, responsáveis e instituições de ensino.
De acordo com a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (CIEVS-AM), Roberta Danielli, os primeiros sinais da doença incluem febre, mal-estar e dor de garganta, seguidos pelo surgimento de pequenas bolhas e feridas na boca, nas mãos e nos pés.
“A doença mão-pé-boca é uma infecção viral, contagiosa, que acomete principalmente crianças menores de cinco anos. Os principais sintomas são febre, mal-estar, dor de garganta e o aparecimento de pequenas bolhas ou feridas na boca, nas mãos e nos pés. Ao identificar esses sinais, os pais ou responsáveis devem procurar uma unidade de saúde para a avaliação, manter a criança mais hidratada e seguir as orientações médicas”, orientou.
Apesar da alta transmissibilidade, a doença costuma apresentar evolução benigna e autolimitada, com duração média de cerca de uma semana. Além das lesões características, também podem ocorrer recusa alimentar e erupções nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Medidas de prevenção
A principal recomendação das autoridades de saúde é reforçar os cuidados com a higiene, especialmente em ambientes frequentados por crianças.
“Para prevenir a transmissão da doença, é fundamental reforçar a higiene das mãos, higienizar os brinquedos e superfícies compartilhadas e evitar que a criança com sintomas frequente creches, escolas ou outros ambientes coletivos até sua recuperação”, destacou Roberta Danielli.
A FVS-RCP também orienta que pais e responsáveis incentivem hábitos de etiqueta respiratória, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, além de evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como copos, talheres e mamadeiras.
Crianças com sintomas devem permanecer afastadas das atividades escolares até a completa cicatrização das lesões.

Acompanhamento dos casos
Embora a doença mão-pé-boca não integre a lista nacional de doenças de notificação compulsória, a SES-AM informou que os casos seguem sendo monitorados em conjunto com as secretarias municipais de saúde devido à importância do agravo para a saúde pública.
Segundo a pasta, o acompanhamento realizado pelas equipes de vigilância em saúde permite identificar precocemente novos casos e reforçar as estratégias de prevenção e controle da doença em todo o estado.
O Rios de Notícias também entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para obter informações sobre o cenário da doença em Manaus, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.






