Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus e pré-candidato ao governo do Amazonas, David Almeida (Avante), afirmou que perdoou o governador Wilson Lima (União Brasil), por não tê-lo apoiado nas eleições municipais de 2024. A declaração foi feita durante entrevista exibida neste domingo, 29/3.
A fala ocorreu no programa Conversa Política, produzido pelo portal O Poder, no qual o prefeito detalhou o rompimento político entre os dois e fez críticas à condução administrativa de Wilson Lima à frente do Governo do Estado.
Apesar das críticas recentes, David Almeida disse não guardar ressentimentos pela ausência de apoio eleitoral e afirmou que chegou a perdoar o governador. “Eu até o perdoei por não ter me apoiado, porque isso me deu a oportunidade de escolher meu vice”, declarou.
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Desgaste na relação
Segundo o prefeito, o desgaste na relação teve início logo após a reeleição de Wilson Lima, em 2022. Apesar de ter sido aliado e, segundo ele, peça importante na vitória eleitoral, David afirma que passou a sofrer retaliações pouco tempo depois. “Com um mês de eleito, ele já começou a me perseguir”, disse.
O chefe do Executivo municipal também acusou o governador de descumprir acordos firmados durante o período eleitoral, especialmente relacionados a convênios entre o Estado e a Prefeitura de Manaus.
Como exemplo, citou o passe livre estudantil, que, segundo ele, deixou de receber repasses após um período inicial. “Ele fez acordos administrativos com a prefeitura que não cumpriu”, afirmou.
David Almeida ressaltou ainda que nunca teve uma relação próxima com Wilson Lima, classificando o vínculo como estritamente institucional. Ao avaliar a gestão estadual, apontou falhas administrativas e afirmou que o Amazonas “parou no tempo” nos últimos anos.
“No campo pessoal, eu não tenho problema nenhum com ele. Mas, no campo administrativo, ele fez compromissos com Manaus que não cumpriu”, completou.
Ao final, o prefeito fez uma autocrítica ao reconhecer que esperava uma melhora na segunda gestão do governador, o que, segundo ele, não se concretizou. “Eu faço aqui a minha mea culpa, eu achei que ele poderia ser um governador melhor no segundo mandato. Ele não foi”, concluiu.






