Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), entrar na água da Praia da Ponta Branca, no bairro Educandos, zona Sul da capital, e anunciar a revitalização do local, uma análise da Universidade do Estado do Amazonas revelou alta concentração de coliformes fecais acima do limite permitido, classificando a área como imprópria para banho.
Morador do bairro, Kennedy Lima, de 22 anos, afirma que continua frequentando a praia, mesmo com receio do resultado divulgado pela Universidade.

“Eu não vou tirar a razão deles, porque têm mais estudo que eu. Se afirmam isso, devemos acatar. Porém, não é motivo para deixar de vir. No calor da emoção, a gente deixa cair na água. Uma vez ou outra dá para aproveitar um lazer, disse o autônomo.
A situação também reflete problemas antigos da região. O comerciante Pedro Américo, de 64 anos, critica a falta de conscientização e infraestrutura. “Os catadores acabam espalhando lixo, que desce para os igarapés. O bairro já foi bonito, hoje está destruído. As praias viraram porcaria. A Ponta Branca é suja”, afirmou.


Apesar das críticas, há quem discorde da análise técnica. O morador Alessandro Lucas questiona o resultado dos especialistas, ressaltando o valor do espaço para a comunidade.
“Não é qualquer bairro que tem uma praia. Nós, do Educandos, amamos esse lugar. Já houve um começo de revitalização, ainda insuficiente, mas é um avanço. E lixo em rio é algo comum, acontece em vários pontos”, destacou.

Kennedy também aponta a necessidade de ações práticas para reduzir a poluição. “Deveria haver alguma solução para impedir que resíduos cheguem até aqui. A gente fica com receio, mas, no calor do momento, acaba entrando na água”, completou.
Morador antigo, conhecido como “Metmarcha”, Pedro reforça que o bairro precisa de melhorias urgentes, principalmente em segurança e infraestrutura.

“Quem vem do centro vê o Educandos abandonado: barrancos caindo, igarapés poluídos, tudo deteriorado. Falta iniciativa do poder público para mudar essa realidade”, concluiu.
O Portal Rios de Notícias entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e aos órgãos competentes Semmas, Seminf e Semulsp sobre o laudo da Universidade e as demais demandas dos moradores do Educandos. Mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. O espaço segue aberto.






