Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma cliente identificada como Kellen Mayane denunciou, por meio das redes sociais, uma panificadora de Manaus após comprar um salgado com larvas. O caso ganhou repercussão e viralizou neste domingo, 23/3, levando o estabelecimento a se pronunciar publicamente.
Segundo o relato de Kellen, a consumidora esteve na panificadora, localizada no bairro Redenção, zona Centro-Oeste da capital, onde comprou um salgado. Ao dar a primeira mordida, ela percebeu um gosto incomum e decidiu verificar o alimento.
“Mano, eu dei só uma mordida, achei estranho o gosto”, relatou no vídeo.
Nas imagens, a cliente mostra o produto e, ao abri-lo, registra a presença de várias larvas no interior do salgado. Abalada, ela afirma estar em choque com a situação. “Eu tô sem acreditar, gente… Tô muito nervosa. Eu nunca vi isso”, disse. Além do salgado, ela informou que também havia adquirido pães de queijo no local.
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Posicionamento
Após a repercussão, a panificadora se manifestou por meio de nota. O estabelecimento afirmou que todos os produtos são preparados conforme normas sanitárias e padrões de controle de qualidade.
“A empresa já iniciou a apuração do caso e permanece à disposição da consumidora para realizar a análise do produto mencionado, a fim de esclarecer os fatos com total transparência”, informou a panificadora.
A panificadora destacou também que mantém compromisso com a qualidade, a segurança alimentar e o respeito aos consumidores.
Direitos do consumidor
O caso reacendeu o debate sobre segurança alimentar e direitos do consumidor. De acordo com o advogado Matheus Souza, a comercialização de produtos impróprios para consumo representa risco à saúde pública e viola normas básicas de higiene.
“O consumidor tem direito à substituição imediata do produto ou à devolução do valor pago, além de poder denunciar o estabelecimento à Vigilância Sanitária e ao Procon. Também é possível buscar indenização por danos morais e materiais, principalmente em casos de ingestão do alimento e possíveis prejuízos à saúde ou abalo psicológico”, explicou.






