Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Prefeitura de Manaus informou ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) que não teve orçamento disponível para dar continuidade à reconstrução da passarela de pedestres da avenida Torquato Tapajós, destruída em julho de 2024 após ser atingida por uma carreta que transportava tratores acima do limite de altura permitido.
A resposta foi enviada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), após cobrança feita pelo MP, que instaurou um inquérito civil para apurar possível inércia do município diante da demora na obra. O custo estimado da obra pela prefeitura é de R$ 2,7 milhões.
Em ofício, a pasta justificou o atraso nas obras alegando o encerramento da execução orçamentária, financeira e contábil do período. Segundo o Decreto nº 6.731, de dezembro de 2025, ficaram impedidos novos empenhos, liquidações e pagamentos vinculados ao exercício financeiro encerrado.
Ou seja, não houve reserva de recursos para a reconstrução da passarela e, ao final do ano, o município já não dispunha de dinheiro para dar continuidade à obra.
Diante da situação, o Ministério Público reforçou que a reconstrução é considerada de extrema urgência, em razão do intenso fluxo de pedestres na região, especialmente para acesso à Estação de Transferência Santos Dumont.
Leia também: Câmeras registram viatura da PM atropelando dois cachorros em Manaus
Enquanto a nova estrutura não é construída, a prefeitura implantou faixas de pedestres e semáforos nos dois sentidos da avenida.
Vereador critica resposta da prefeitura
A resposta da Prefeitura ao MP foi criticada pelo vereador Rodrigo Guedes (PP), que divulgou um vídeo nas redes sociais, neste domingo, 1º/2, comentando o posicionamento da prefeitura.
O parlamentar questionou o argumento financeiro, citando o volume de recursos administrados pelo município.
“A prefeitura, que nesses cinco anos de gestão já teve 41 bilhões de reais, 50 milhões de reais no Sou Manaus, não tem dinheiro, segundo ela, para reconstruir a passarela da Torquato Tapajós, que caiu no dia 6 de julho de 2024“, questiona Guedes.
Ele também destacou que, segundo a resposta enviada ao MP, nenhuma etapa da obra foi iniciada.
“Ela respondeu isso para o Ministério Público, ou seja, não contratou empresa, não empenhou valor, não reservou orçamento, e agora diz que não tem como fazer, porque não tem dinheiro”.
Guedes ainda comparou o custo da obra com o orçamento da prefeitura. “O valor dessa passarela de 2,7 milhões de reais não é nada, nada se comparado aos 41 bilhões de reais que a prefeitura, nos cinco anos de gestão, já teve de orçamento”, disse o vereador.






