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Home Cidades

Infiltrado da CIA, abrigo frustrado: como EUA atacaram a Venezuela e prenderam Maduro

4 de janeiro de 2026
em Cidades
Tempo de leitura: 7 min
nicolas-maduro

Nicolás Maduro foi capturado pelo governo Trump (Foto: Reprodução/Donald Trump via Truth Social)

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Redação Rios

VENEZUELA – Boa parte do mundo foi surpreendida ao acordar no sábado, 3/1, com a notícia da invasão da Venezuela por forças dos Estados Unidos e da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No entanto, segundo o governo norte-americano, a operação já estava planejada para antes da virada do ano, mas precisou ser adiada em razão de condições meteorológicas adversas. A informação foi confirmada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A ação militar ocorreu após tentativas frustradas de negociação para que Maduro se rendesse. Paralelamente às conversas diplomáticas, Washington já traçava estratégias para um eventual ataque, que teria sido planejado com o apoio de uma fonte da Agência Central de Inteligência (CIA) infiltrada no governo venezuelano.

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Leia também: Venezuelanos comemoram prisão de Nicolás Maduro no Centro de Manaus

Segundo o jornal The New York Times, essa fonte teria auxiliado no monitoramento dos passos de Maduro momentos antes da detenção. De acordo com Trump, o presidente venezuelano foi preso em uma residência fortemente vigiada, descrita por ele como uma “fortaleza”, enquanto tentava se esconder em um espaço considerado seguro, com paredes de aço.

A seguir, veja como os Estados Unidos conduziram a operação que resultou na captura do presidente venezuelano e os principais momentos da ação:

Infiltrado da CIA

Em meio ao aumento das tensões entre Venezuela e Estados Unidos, intensificadas a partir de setembro com ataques a embarcações no Caribe, Trump autorizou a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano e afirmou que avaliava a possibilidade de ações terrestres no país.

Nesse contexto, uma fonte da CIA dentro do governo venezuelano teria sido decisiva para a captura de Maduro. De acordo com o The New York Times, essa fonte monitorou a localização do presidente nos dias e momentos que antecederam sua prisão por forças de operações especiais dos EUA. As informações foram confirmadas por pessoas familiarizadas com a operação ouvidas pelo jornal.

Segundo essas fontes, a CIA produziu os dados que levaram à captura, monitorando os deslocamentos de Maduro por meio de uma frota de drones discretos, que garantiam vigilância quase constante sobre o território venezuelano, além das informações repassadas por colaboradores locais.

Ainda não está claro como a agência recrutou a fonte venezuelana. Ex-integrantes do governo americano, no entanto, afirmaram que a recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelos Estados Unidos por informações que levassem à captura de Maduro pode ter contribuído para a cooptação.

Negociação com Maduro

Antes da ação militar, Trump e Maduro teriam mantido algumas conversas em busca de uma solução negociada. Veículos de imprensa dos Estados Unidos noticiaram que o presidente venezuelano buscava garantias de anistia para si e para a família caso aceitasse deixar o poder.

Em coletiva de imprensa neste sábado, ao lado de Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Maduro teve diversas oportunidades de firmar um acordo, mas optou por não avançar nas negociações.

“Maduro teve múltiplas oportunidades de evitar isso. Foram apresentadas várias ofertas muito generosas, e ele escolheu agir de outra forma. Poderia estar vivendo em outro país, tranquilamente”, afirmou Rubio.

Trump declarou que, “no fim”, Maduro demonstrou interesse em negociar, mas que os Estados Unidos decidiram seguir com a operação por considerarem as ações do venezuelano “imperdoáveis”.

O presidente americano não especificou quando essa sinalização teria ocorrido. Na última quinta-feira, 1º, Maduro concedeu entrevista afirmando estar aberto ao diálogo com Washington sobre temas como combate ao tráfico de drogas e exploração de petróleo.

Ação militar adiada

Após a definição de que a operação seria realizada, o governo dos Estados Unidos planejou a ação para o dia 30 de dezembro. No entanto, segundo Trump, as condições climáticas impediram a execução.

“Nós íamos fazer isso quatro dias atrás, mas o tempo não estava perfeito, e o tempo precisava estar perfeito”, disse o presidente em entrevista à Fox News.

Trump afirmou que a operação foi adiada por dois dias consecutivos, até que as condições melhoraram neste sábado. “Havia um pouco mais de nuvens do que imaginávamos, mas estava muito bom”, declarou.

Captura de Maduro

Ainda na entrevista à emissora americana, Trump afirmou que Maduro estava em uma residência fortemente protegida no momento da detenção. Segundo ele, o presidente venezuelano tentou se refugiar em um cômodo blindado, mas foi surpreendido pelas forças americanas antes de conseguir se abrigar.

“Havia portas de aço e um espaço seguro, com aço maciço por todos os lados. Ele tentou entrar, mas foi capturado rapidamente”, disse Trump.

De acordo com o presidente dos EUA, os militares estavam equipados com maçaricos industriais para lidar com estruturas metálicas, mas não foi necessário utilizá-los.

Após a captura, Maduro foi levado de helicóptero até um navio de guerra americano e, posteriormente, deverá ser transferido para Nova York, onde responderá a acusações como conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para uso desses armamentos contra os Estados Unidos.

Trump afirmou ainda que Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram levados inicialmente ao navio militar USS Iwo Jima, um porta-helicópteros utilizado como base móvel no mar para operações com fuzileiros navais, aeronaves e equipamentos.

“Eles estão em um navio e vão seguir para Nova York. Foram de helicóptero, em um voo agradável. Tenho certeza de que eles gostaram”, ironizou o presidente americano.

*Com informações da Agência Estado

Tags: ciaDonald TrumpEstados UnidosinfiltradoNicolás MaduroVenezuela

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