Júnior Almeida – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – O partido União Brasil decidiu subir o tom em resolução aprovada nesta quinta-feira, 18/9, o qual o partido determinou que todos os seus filiados deixem cargos no governo Lula (PT) em até 24 horas. Quem não cumprir, arrisca uma expulsão por “infidelidade partidária”.
A legenda já controlava o Ministério do Turismo, com Celso Sabino (União-PA), e tinha influência em nomeações ligadas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O desembarque vinha sendo costurado há semanas, mas ganhou velocidade após uma reportagem do Metrópoles colocar o nome do presidente da sigla, Antônio Rueda, em meio à Operação Carbono Oculto.
A investigação da Polícia Federal apura o uso de fundos de investimento e empresas de aviação executiva para lavar dinheiro do PCC. Segundo o portal, Rueda seria dono oculto de jatos usados por investigados ligados à facção. O presidente da legenda nega.
O partido reagiu com nota dura nas redes sociais. “Notícias infundadas, prematuras e superficiais tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente”, afirmou a cúpula. A legenda ainda atacou a “coincidência” do caso ganhar manchetes logo após a ordem de afastamento de filiados do governo.
Leia também: Base do governo na Câmara vai ao STF contra PEC da Blindagem
“Reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a nossa principal liderança e enfraquecer a independência de um partido contrário ao atual governo.”
Na reportagem que serviu de estopim, o Metrópoles detalhou que aeronaves ligadas à TAP Táxi Aéreo Piracicaba teriam sido usadas por criminosos da alta cúpula do PCC, entre eles Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”.
As investigações apontam para fundos de investimento chamados “caixa-preta”, usados para esconder patrimônio milionário. Rueda afirma que “jamais teve ligação com a Carbono Oculto” e que tomará medidas legais contra as publicações.
O União, por sua vez, promete “não se intimidar diante de tentativas de ataque a seus dirigentes” e crava que seguirá distante do Planalto. Até o momento, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se pronunciou.






