Redação Rios
SÃO PAULO – André Gabeh se pronunciou sobre a crise dos bastidores do humorístico Vai Que Cola, que culminou com o seu desligamento do programa, e afirmou que a produção da atração tinha conhecimento da perseguição que estava sendo feita contra ele.
“A produção sabia que eu estava sofrendo perseguição”, disse em um vídeo postado em seu perfil do Instagram nesta sexta-feira, 25.
A fala de Gabeh vem após Cacau Protássio, que vive Terezinha no programa Vai que Cola, lamentar e se ausentar da responsabilidade por seu desligamento e argumentar que os roteiros chegavam sem o nome do autor para o elenco.
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“Em uma produção, cada peça exerce sua função e seu papel. No caso específico dos roteiros, recebemos antes das gravações e neles não constam os nomes dos autores de cada episódio. É normal que ocorram adaptações por parte dos atores, para que possam ficar dentro da nossa embocadura”, disse a atriz.
Segundo André Gabeh, a informação de que os roteiros não eram identificados não é verdadeira. “Ela mostre então os roteiros antes do meu ‘O Filho do Carnaval’ sem a identificação do autor. Os roteiros começaram a ir sem identificação para os atores, depois que um dos meus textos, ‘O Filho do Carnaval’ foi rejeitado. Ele tinha o meu nome, a minha assinatura e foi rechaçado pela atriz que agora diz que sempre recebia os roteiros sem nomes”, disse.
Leia a carta na íntegra
“Nós, roteiristas do programa “Vai Que Cola” – Temporada 11, escrevemos esta carta para nos solidarizarmos com o roteirista André Gabeh, demitido arbitrariamente a pedido de parte do elenco da série. Queremos deixar claro que somos uma equipe que tem amor pelo “Vai que Cola” e por cada profissional que faz essa série acontecer, por isso, esta é uma carta com afeto, sem intenção de gerar conflito.
André Gabeh é um artista sério, competente, comprometido e que vinha sendo muito elogiado tecnicamente por toda a equipe, produtora Fábrica, Multishow e Globo, ao longo da temporada. São mais de 50 profissionais que acompanham o processo de criação e leitura dos textos. Os roteiros de André Gabeh sempre foram muito elogiados e aprovados com mérito, além de muitas vezes servirem como referência para nós. André Gabeh é também um escritor preto, gay e periférico, o que é importante ressaltar dentro de um contexto em que “a corda sempre arrebenta do lado mais frágil”.
*Com informações da Agência Estado






