Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para esta quarta-feira, 18/6, com o objetivo de discutir a possibilidade de greve na rede municipal de ensino.
A mobilização ocorre em resposta à aprovação do reajuste salarial de 5,48% encaminhado pelo prefeito David Almeida (Avante) e aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) sem alterações, apesar da pressão da categoria.
Segundo o sindicato, o índice aprovado não cobre sequer a inflação acumulada do período, e a proposta havia sido rejeitada por unanimidade em assembleia anterior da categoria. Os professores reivindicam um reajuste de 10% e consideram que houve um desrespeito ao diálogo por parte da Prefeitura e do Legislativo.
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A votação do Projeto de Lei n° 350/25 ocorreu em tempo recorde. Após protestos de professores na CMM na segunda-feira, 16, a proposta foi aprovada nas comissões permanentes e em seguida votada em plenário, encerrando sua tramitação na terça-feira, 17. Para o Asprom, a rapidez do processo legislativo demonstra o que chamam de “autoritarismo” da gestão municipal.
“Contamos com a presença de todos os revoltados e indignados com a palhaçada que aconteceu na Câmara de Vereadores”, declarou a diretoria do sindicato em nota pública. “O prefeito não derrotou os professores! E vamos dar a resposta que ele merece”.
A Assembleia será realizada no Centro de Eventos Maanain, na avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A primeira chamada está marcada para as 16h30 e a segunda para as 17h. A pauta principal será definir a posição da categoria diante do impasse nas negociações salariais.
Mobilização crescente
Na segunda-feira, professores lotaram as galerias da CMM para tentar impedir a votação da proposta, pedindo a retirada do projeto de pauta até que a Prefeitura apresentasse uma contraproposta.
A mobilização havia conseguido adiar a votação na semana anterior, após um pedido de vistas do vereador Rodrigo Guedes (PP), mas desta vez, os parlamentares aliados ao Executivo garantiram a aprovação.
O coordenador jurídico da Asprom, Lambert Melo, já havia alertado sobre a insatisfação da categoria:
“Queremos que esta Câmara tire esse projeto da pauta. Não queremos que ele seja votado enquanto o prefeito David Almeida não se dignar a apresentar uma proposta digna e decente”, afirmou na ocasião.
Agora, com o reajuste aprovado sem diálogo, a possibilidade de paralisação ganha força.






