Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O vereador Rodinei Ramos (Avante) decidiu retirar de pauta o projeto que visa disciplinar o serviço de mototáxi e moto-app na cidade de Manaus após fortes protestos que ocorreram na cidade e chegaram até a Câmara Municipal de Manaus (CMM). A categoria considerava a proposta uma ameaça.
O projeto previa que plataformas como Uber e 99 aceitassem apenas mototaxistas legalizados, exigindo dos profissionais requisitos como curso especializado, prova de habilitação e idade mínima de 21 anos, com ao menos dois anos de habilitação na categoria A.
Sobre a resistência dos profissionais, o vereador argumenta que muitos motociclistas resistem a se tornarem mototaxistas por não quererem cumprir essas exigências.
A medida foi repudiada por integrantes da categoria, que a classificaram como um retrocesso e uma tentativa de exclusão. Eles alegaram que a proposta inviabilizaria o trabalho de centenas de pessoas que dependem dos aplicativos.
Após receber lideranças da categoria na CMM, o vereador anunciou a retirada do projeto em coletiva de imprensa:
“A gente vai discutir isso, foi o que eles combinaram agora, o projeto, a gente vai tirar de pauta para entrar nessa discussão, para a gente ver até onde a gente chega. Mas existe a lei federal que diz que para trabalhar em uma moto, para carregar passageiro tem que ser maior de 21 anos, tem que ter dois anos na categoria A, tem que ter o curso do mototáxi ou do motofrete ou do motoboy, que é o mesmo curso, e também a moto que é de 125 a 300 cilindradas e mais o colete. Então não existe hoje uma lei federal em cima da categoria A. E aí a gente se comprometeu aqui em sentar com eles, dialogar para ver o que pode fazer”, declarou o vereador.






