Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “A Defesa Civil falou que não tem jeito. Fala que essa rua não existe. Como não existe? Chega IPTU, conta de água, conta de energia”, denunciam os moradores da rua Túlipa Negra, no bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste de Manaus, que cobram o asfaltamento e melhorias na infraestrutura da via, atualmente tomada pelo mato.

De acordo com a moradora Marcilene Moraes, em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, já faz 17 anos que a rua não recebe nenhum serviço de asfaltamento, o que causa diversos transtornos na locomoção, principalmente para moradores com deficiência física.
“Eu já tive três AVCs [Acidente Vascular Cerebral] e nós estamos numa condição muito difícil com a rua. A via está cheia de buracos, o que coloca em risco até os postes de energia. Eu queria que o prefeito olhasse pra nós, rua Túlipa Negra. Vem asfaltar aqui a nossa rua, lembre-se de nós, porque aqui chega a cobrança de IPTU e por que não chega o asfalto?”, questionou Marcilene.

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Segundo a moradora Zudenira Oliveira, diversos pedidos já foram protocolados junto à Prefeitura de Manaus e à Secretaria de Obras, mas nenhuma providência foi tomada quanto ao asfaltamento ou visita no local.
“Várias pessoas já se machucaram aqui, é perigoso. A rua está cheia de mato. As crianças, quando vão para a escola, já caíram, e fora as vizinhas que também têm problemas de saúde. A situação fica pior quando chove, fica muito liso e cheio de lama por causa do esgoto. A gente já fez vários pedidos, mas nunca ajeitam nossa rua”, disse a moradora.

De acordo com os relatos, a Defesa Civil do município chegou a visitar a área para avaliar os riscos estruturais, mas afirmou que a rua não existe oficialmente e, por isso, não poderia ser incluída no cronograma de risco.
“Já veio a Defesa Civil pra cá e falou que corre risco. Se a Defesa Civil falou que não tem jeito, quem que vai dar jeito? Fala que essa rua não existe. Como não existe? Chega IPTU, conta de água, conta de energia”, questionou Zudenira Oliveira.

Diante da ausência de infraestrutura, os próprios moradores construíram uma ponte de madeira para auxiliar na locomoção e também improvisaram uma lixeira comunitária, mas ambos precisam de manutenção.


“Moramos aqui há 26 anos nesse sofrimento, nesse descaso total. Quer dizer que, na hora da eleição, a rua existe, vêm aqui, mas na hora de nos ajudar, não acontece. É um descaso total”, desabafou Cristiane Amazonas.

Sem respostas
O riosdenoticias.com.br entrou em contato com a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e da Defesa Civil, solicitando informações sobre as denúncias feitas pelos moradores e aguarda um posicionamento oficial. O espaço segue aberto.
*Com colaboração de Diana Rodrigues






