Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma publicação do jornal O Estado de S. Paulo indicou que o governador Wilson Lima (União Brasil) deve concluir seu mandato em 2026 e não disputar o senado ou outro cargo eletivo nas próximas eleições.
A informação está presente em uma reportagem do caderno de política do jornal, publicada na segunda-feira, 5/5, que lista os atuais governadores brasileiros e suas eventuais pretensões eleitorais.
Embora a possível ausência de Wilson da disputa nas próximas eleições já tenha sido especulada, a citação em um veículo de comunicação com abrangência nacional reforça os rumores e amplia a discussão sobre o futuro do governador.

O cenário eleitoral para o Senado — com duas vagas em disputa — tem sido apontado como um dos fatores que tornam incerta a decisão do chefe do Executivo estadual.
Wilson aparece em pesquisas eleitorais como possível candidato ao Senado, geralmente atrás de nomes como o senador Eduardo Braga (MDB), que busca reeleição, e do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), que nas eleições de 2024 para a Prefeitura de Manaus esteve no segundo turno junto à professora Maria do Carmo (PL) contra o prefeito reeleito David Almeida (Avante).
Impasse com o Vice
Outro fator que pesa na decisão é a relação política com o vice-governador Tadeu de Souza (Avante). Embora eleito na mesma chapa, Tadeu não é considerado um aliado direto de Wilson Lima e mantém aproximação com adversários políticos do atual governador.
Caso opte por disputar as eleições de 2026, Wilson precisará renunciar ao cargo até abril do ano eleitoral, o que deixaria o Governo do Estado sob o comando de Tadeu por pelo menos oito meses.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que Wilson Lima avalia a possibilidade de manter-se no cargo até o fim do mandato, influenciar na escolha de um candidato ao governo dentro do seu espectro político e apoiar nomes para o Senado alinhados à direita.
A intenção seria evitar que grupos políticos adversários, como os liderados por Eduardo Braga, David Almeida (Avante) e Omar Aziz (PSD), concentrem o controle das máquinas estadual e municipal.






