Conceição Melquíades – Rios de Notícias
A Justiça decretou, temporiariamente, a prisão dos proprietários de uma escola particular de ensino infantil, situada no bairro Cambuci, zona Sul de São Paulo. A medida se deu após denúncias de pais de alunos e professores que relataram que os proprietários da escola Pequiá estariam agredindo as crianças e humilhando-as em diversas situações do cotidiano.
Uma diligência foi realizada nesta segunda-feira, 26/6, pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), que constatou em nota e confirmou a prisão dos proprietários da unidade escolar.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a investigação iniciou após a professora Anny Garcia Junqueira testemunhar cenas de maus-tratos e humilhações, gravar as cenas com o celular e denunciar. Com as provas em mãos, a professora relatou o caso aos pais, que fizeram um boletim na delegacia contra o estabelecimento de ensino no último domingo, 25.
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Em umas das provas, o registro de uma criança toda encharcada de urina, amarrada em uma coluna com o próprio casaco é chocante. Em outra gravação, a criança aparece sendo agredida com chutes, ao mesmo tempo que ela grita com uma menina de apenas 1 ano para que guarde os brinquedos na caixa. Enquanto em outra cena um menino vomita o alimento que foi forçado a ingerir.
“Até em questão de xixi elas eram punidas, de ficar o dia inteiro com as necessidades na roupa, no caso da criança que fica sentada na caixa. Eram punidas por qualquer motivo”, contou Anny Garcia na ocasião do registro. No boletim, a professora disse que diversas punições, humilhações e agressões eram impostas às crianças quando algo não acontecia como esperado pelos donos do estabelecimento.
A criança que foi amarrada na coluna do imóvel havia deixado escapar xixi e foi exposta para ser ridicularizada na frente dos amiguinhos. “Fiquei horrorizada. Chorei, chorei e não podia acreditar que acontecia isso”, diz a mãe da criança após ter acesso ao vídeo.
O delegado Fábio Daré, do 6º Distrito Policial segue investigado. Ele informou que já ouviu 14 pessoas, entre mães e professoras.






