Gabriela Brasil – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – Depois de anos de articulação, foi instalada no Senado Federal a Comissão Parlamentar de Inquérito das Organizações não Governamentais (CPI das ONGs). O autor do pedido da abertura é o senador amazonense Plínio Valério (PSDB), que foi escolhido como presidente do colegiado.
A instalação da CPI foi emplacada em meio à série de derrotas da pauta ambiental, como o esvaziamento do Ministério do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas e a aprovação do Marco Temporal.
Ao portal RIOS DE NOTÍCIAS, Plínio Valério afirmou que a CPI não se propõe à atacar o governo, mas se destina a investigar como são repassados e recebidos os recursos federais do Fundo Amazônia pelas organizações que atuam na região e investigar práticas consideradas ‘questionáveis’.
“O objetivo não é demonizar ONG nenhuma, ninguém quer demonizar. Tanto é que serão investigadas poucas ONGs. Também não é uma CPI contra o governo, e quero deixar isso bem claro, para que não haja misturas. A gente não pode ser injusto, mas também não pode ficar mais de braço cruzado vendo membros de ONGs viverem nababescamente enquanto a população da Amazônia vive na pobreza. No meu caso do Amazonas, 56% vivem abaixo da linha de pobreza”
Plínio Valério, senador pelo Amazonas
Condução da CPI

Ainda de acordo com o senador, ele se comprometeu em conduzir uma investigação imparcial e transparente, “buscando a verdade em nome da Amazônia e de nossa gente”, garantiu.
Na primeira reunião da Comissão, marcada para próxima terça-feira, 20/6, serão analisados dados de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
“A CPI será conduzida da forma mais civilizada possível. Nós não vamos destratar nenhum depoente, não vai ter dedo na cara, não vai ter ameaça de prisão. Não vai acontecer aquela história de se mentir vai preso. Pode mentir à vontade, quem chegar lá, se quiser mentir que minta, mas nó vamos estar com dados para comprovar o contrário“, disse Valério.
Como presidente da Comissão, Plínio Valério escolheu o senador Márcio Bittar (União-AC) para relator. Já o senador Jaime Bagatolli (PL-RO) foi eleito como vice-presidente. A comissão será composta por 11 senadores.






