Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O vereador de Manaus José Ricardo (PT) anunciou que será candidato à presidência estadual do Partido dos Trabalhadores no Amazonas. Em entrevista ao Amazonas Atual na última sexta-feira, 2/5, ele afirmou que o PT enfrenta desgaste de imagem no estado e precisa de renovação na direção.
“É um sentimento de mudança. Precisamos de um novo presidente estadual e de um novo presidente municipal na capital. O PT não teve um bom desempenho nas últimas eleições. Isso passa por direções que organizem o partido, que formem chapas, que motivem, que trabalhem a formação de jovens e novos filiados – foram mais de 3 mil novos filiados. Precisamos de uma gestão que cuide disso”, disse o vereador.
A eleição para os novos dirigentes do partido acontecerá no dia 6 de julho, a partir da 9h e será realizada de forma simultânea em quatro níveis: nacional, estadual, municipal e zonal. No PT, o processo é chamado de PED (Processo de Eleição Direta), em que os filiados votam nas chapas inscritas.
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José Ricardo destacou que o partido precisa se reconectar com as lutas sociais e recuperar seu papel na defesa dos trabalhadores. Ele afirmou que vai lançar a chapa nesta semana e oficializar sua candidatura à presidência estadual, atualmente ocupada pelo deputado estadual Sinésio Campos.
“Essa semana vamos lançar nossa chapa estadual. Estou me colocando como candidato à presidência estadual do Partido dos Trabalhadores. Eu entendo que o partido se distanciou bastante das lutas sociais da população. A direção que temos hoje está há vários anos no comando e precisa mudar. Precisamos de uma gestão que coloque o partido em sua verdadeira missão: lutar pelos trabalhadores”, completou Zé Ricardo.
Disputa interna e polêmicas
A disputa interna acontece em meio a desgastes envolvendo Sinésio Campos. O presidente já foi acusado de violência política pela secretária estadual de Mulheres do partido, Francinete Lima. Segundo ela, Sinésio chegou atrasado e interrompeu, aos gritos, uma sessão presidida pela vice-presidente da sigla, Kívia Mirrana o que gerou insatisfação entre os correligionários.
Além disso, durante o período eleitoral de 2024, Sinésio foi afastado temporariamente da presidência após uma assessora ser flagrada com R$ 20 mil em espécie durante um voo para o município de Benjamin Constant, no interior do Amazonas.
Outro episódio que gerou polêmica envolve sua filha, Dionísia Soares Campos, superintendente de Agricultura e Pecuária no estado. Ela foi alvo da Operação Expurgare, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2024.
A investigação apura um esquema de grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e fraudes na geração de créditos de carbono no Amazonas, que também levou à exoneração do então presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente.






