Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um dia antes da greve que paralisa parcialmente os serviços de transporte público de Manaus, um grupo de cobradores compareceu à Câmara Municipal de Manaus (CMM) na segunda-feira, 14/4, para reivindicar seus direitos, após a empresa Via Verde colocar em circulação 40 novos ônibus sem o assento destinado ao profissional.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, os vereadores Jaildo Oliveira (PV) e Sargento Salazar (PL) aparecem em meio aos manifestantes da classe dos rodoviários em frente à CMM, onde falam em mobilizar suas equipes de advogados para processar o responsável pela empresa Via Verde, a quem atribuíram o nome de “Eduardo”, que realiza o transporte público na cidade de Manaus, na zona Oeste.
“Vou falar pra ti, Eduardo, dono da Via Verde. Agora tu arrumou um problema pra ti. Eu tava conversando agora com o vereador e eu vi uma ideia. Se o jurídico pedir a prisão do dono dessa empresa Via Verde“, disse Salazar.
Leia também: Tanara Lauschner e Geone Maia são eleitos para a Reitoria da Ufam
Jaildo Oliveira afirma que a causa conta com apoio de boa parte dos vereadores e com apelo da população e reforça que a profissão do cobrador é assegurada por lei e que os ônibus sem cadeira do cobrador descumprem a legislação.
“A maioria dos vereadores está favorável a essa causa, que vai atender a população de Manaus também. Tirando o cobrador, prejudica o trabalhador e a população. Se ela continuar insistindo, vamos acionar nosso jurídico. Vamos pedir a prisão do dono da Via Verde por descumprir uma lei municipal. E nós sabemos que a lei municipal é a carta magna. Então tem que respeitar uma lei que está aprovada por esta casa aqui. Tem que ser cumprido. E ele coloca as cadeiras do cobrador lá. E nós vamos fiscalizar”, disse Jaildo.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o parlamentar Jaildo declarou que a empresa, contratada pela prefeitura para operar na zona Oeste da capital, estaria violando o Art. 8º da Lei 2.898/2022, que determina que o pagamento da tarifa no transporte coletivo deve ser realizado diretamente ao cobrador.
Com a ausência do posto de trabalho nos veículos recém-integrados à frota, a responsabilidade de receber os valores em espécie recai sobre o motorista, reduzindo custos operacionais com a extinção da função específica.






