Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A atuação de fiscais da Prefeitura de Manaus na apreensão das mercadorias de uma vendedora ambulante no Centro da cidade gerou reação na Câmara Municipal. Os vereadores Capitão Carpê (PL), Ivo Neto (PMB) e Rodrigo Sá (PP) apresentaram, nessa segunda-feira, 17/2, um requerimento conjunto cobrando providências da prefeitura e a exoneração dos servidores envolvidos na ação.
A abordagem truculenta foi registrada em vídeo e repercutiu amplamente nas redes sociais e na imprensa. Nas imagens, fiscais municipais aparecem pegando um carrinho de madeira com frutas e o arremessando com os produtos na carroceria de um veículo de fiscalização, sob a supervisão de agentes da Guarda Municipal.
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O caso ocorreu no dia 13/2 e envolveu a imigrante haitiana Nerosiane Desir, que teve sua banca apreendida pela Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc). O episódio gerou indignação entre a população e os parlamentares.
Vereadores pedem exoneração
O vereador Ivo Neto (PMB) enfatizou que os agentes envolvidos na ação devem ser responsabilizados. “O importante é que providências sejam tomadas contra esses fiscais que agiram de forma irresponsável contra essa vendedora”, declarou.
Já o vereador Rodrigo Sá (PP) ressaltou a necessidade de transparência na condução do caso: “Garantia dos trabalhadores e também, especificamente, dados detalhados dos procedimentos a serem adotados desse fatídico evento que aconteceu na quinta-feira na cidade de Manaus”.
O vereador Capitão Carpê (PL) foi ainda mais incisivo, criticando a postura recorrente dos fiscais municipais: “Inadmissível o que a Prefeitura de Manaus fez, não só com aquela senhora, mas que vem fazendo com outras pessoas, visto os vídeos que vêm rodando aí nas redes sociais. Tem que reorganizar a questão do Centro de Manaus, mas não esculachando o pai de família, o trabalhador, as pessoas que estão ali apenas buscando a subsistência”, disse.
Ele também defendeu a exoneração dos servidores envolvidos. “Nós entramos também com o requerimento para que a Prefeitura de Manaus informe o que foi decidido com relação à ação daqueles trabalhadores. Ela deve, no mínimo, no mínimo, a esses funcionários a exoneração”, afirmou Carpê.
Prefeito reconhece erro e promete punição
Diante da repercussão negativa, o prefeito David Almeida (Avante) pediu desculpas publicamente em entrevista concedida no dia seguinte ao incidente. Ele reconheceu que a abordagem foi inadequada e afirmou que “excessos serão coibidos e punidos”. Segundo Almeida, a intenção da prefeitura é organizar os espaços públicos, mas sem permitir abusos contra trabalhadores informais.
Apesar da declaração, os vereadores cobram medidas concretas. O requerimento apresentado pelos três parlamentares foi aprovado pela Câmara e obriga a prefeitura a responder em até 15 dias sobre quais providências serão adotadas.






