Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O vereador Coronel Rosses (PL), em entrevista exclusiva ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, fez críticas à operação da Prefeitura de Manaus que retirou ambulantes das ruas do Centro nessa quinta-feira, 7/8.
A ação, marcada por cenas de confronto, uso de spray de pimenta e até um guarda municipal apontando espingarda calibre 12 para ambulantes, foi defendida pelo prefeito David Almeida (Avante), que declarou não permitir que “imigrantes façam bagunça” e que “ambulantes com carrinhos deixam a cidade feia”.
Rosses classificou o episódio como “selvageria” e “truculência” contra quem “tão somente queria o seu sustento”.
Leia também: Deputado da base aliada de David Almeida assina CPI do Asfalto e pode ser expulso do Avante
O parlamentar lembrou que, em junho deste ano, trouxe a Manaus o vice-prefeito de São Paulo, coronel Melo Araújo (PL), considerado “case de sucesso” por ações que reduziram a Cracolândia, com um pacote de medidas adaptáveis à realidade de Manaus. Porém, o prefeito de Manaus se recusou a receber o vice-prefeito.
Segundo o vereador, o plano previa abordagem gradual, começando por usuários de drogas, depois moradores de rua e, por fim, camelôs e ambulantes, oferecendo alternativas dignas de trabalho.
“No primeiro momento em que íamos estartar esse projeto, o prefeito, sem ter o bom senso de receber o vice-prefeito ou conhecer o plano, fez da maneira dele: com spray de pimenta, calibre 12, armas, contra trabalhadores, enquanto os usuários de droga continuam lá”, afirmou.
Rosses disse ter entregue o projeto a David Almeida, mas acusou o chefe do Executivo de agir como “dono da verdade” e cometer “atrocidades” que, segundo ele, “levam de novo a população de Manaus para o buraco”.






