Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A imunização, conhecida por sua eficácia no combate a doenças infecciosas, também pode desempenhar um papel fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares. A afirmação é do cardiologista Fábio Argenta, em entrevista concedida na quarta-feira, 9/10, ao Jornal da Rios, na Rádio Rios FM 95,7.
Um estudo recente da Sociedade Europeia de Cardiologia reforça essa ideia, apontando que vacinas — além de protegerem contra infecções graves — também ajudam a reduzir complicações cardiovasculares, especialmente em pessoas com fatores de risco.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e no mundo. No país, uma pessoa morre a cada 90 segundos por conta dessas condições.
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Vacinação como pilar da prevenção cardíaca
De acordo com Fábio Argenta, a imunização é essencial em todas as fases da vida, mas ganha ainda mais importância na população idosa e entre pacientes com doenças cardíacas pré-existentes.
“A vacinação já é considerada o quarto pilar da prevenção cardiovascular. No caso de pacientes com doenças cardíacas, ela ajuda a evitar descompensações causadas por infecções virais e bacterianas, que podem levar a miocardite, insuficiência cardíaca ou inflamações no endotélio — a camada interna dos vasos sanguíneos”, explicou o cardiologista.

O médico alerta que pessoas com doenças renais, pulmonares crônicas (como DPOC e asma) também estão mais vulneráveis a infecções e, por isso, se beneficiam ainda mais com a vacinação.
“Além da vacinação, é fundamental manter hábitos saudáveis, como praticar atividade física e cuidar da alimentação”, reforçou.
Quais vacinas ajudam a proteger o coração?
Entre as vacinas mais associadas à proteção cardiovascular, segundo Argenta, estão:
- Vacina contra gripe (Influenza)
- Vacina pneumocócica (contra pneumonia)
- Vacina contra COVID-19
- Vacina contra o vírus sincicial respiratório
- Vacina contra herpes-zóster
Homens e mulheres: diferenças no risco cardíaco
Argenta também destacou que as doenças cardiovasculares costumam surgir mais cedo nos homens — geralmente após os 35 anos. Já nas mulheres, o risco aumenta após a menopausa, por conta da queda nos níveis de estrogênio, hormônio que protege o coração.
“Com a redução do estrogênio, as mulheres começam a apresentar com mais frequência problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes, fatores que contribuem para as doenças cardiovasculares”, explicou.






