Redação Rios
MANAUS (AM) – Três homens de nacionalidade venezuelana, todos de 30 anos, foram presos nesta quarta-feira, 8/7, durante a Operação Quéops, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários por meio de falsas plataformas de investimento. O grupo é investigado pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) e participação do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), da Polícia Civil do Amazonas.
As ordens judiciais foram cumpridas no bairro Centro de Santa Maria (RS), onde estariam os líderes do esquema, e também no Centro de Manaus, onde foi preso o homem apontado como responsável pela movimentação financeira da organização. Além da prisão temporária, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do investigado.
As investigações começaram após uma vítima do Distrito Federal relatar ter perdido dinheiro ao investir em uma suposta empresa internacional que prometia altos rendimentos. Segundo a polícia, o grupo utilizava um esquema de pirâmide financeira para atrair investidores, pagando falsos lucros iniciais para transmitir credibilidade e incentivar novos aportes.
De acordo com a investigação, as vítimas eram convencidas a instalar programas de acesso remoto em seus computadores e direcionadas a plataformas falsas de investimentos. À medida que aplicavam mais dinheiro, eram incentivadas a realizar novos depósitos sob a promessa de ganhos elevados.
Quando tentavam resgatar os valores investidos, as vítimas eram pressionadas a contratar novos financiamentos e fazer novos pagamentos. Em seguida, tinham o acesso às plataformas bloqueado e perdiam qualquer contato com os supostos consultores financeiros.
A Polícia Civil também identificou que os recursos obtidos com os golpes eram rapidamente distribuídos entre contas bancárias, empresas de fachada e operações com criptoativos, dificultando o rastreamento do dinheiro.
Um dos investigados, residente em Santa Maria (RS), chamou a atenção dos policiais por movimentar milhões de reais em diversas instituições financeiras, apesar de declarar renda modesta e ter recebido benefício social do Governo Federal durante a pandemia.
Outra empresa ligada ao esquema possuía capital social declarado de apenas R$ 1 mil, mas movimentou milhões de reais, levantando suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro.
Segundo a polícia, a organização possuía divisão de tarefas entre seus integrantes, que atuavam na captação das vítimas, administração das plataformas fraudulentas, movimentação e ocultação dos recursos ilícitos, além da utilização de pessoas físicas e jurídicas para dar aparência de legalidade às operações.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e possíveis vítimas do esquema.
Os presos responderão pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.
*Com informações da Assessoria






