Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira, 28/4, em Manaus, o treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, investigado por suspeita de crimes contra alunas. A decisão partiu da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, que apura relatos de ao menos três possíveis vítimas.
O caso ganhou força após a denúncia de uma ex-aluna de 17 anos, que afirmou ter sofrido abusos sem consentimento durante uma competição no exterior. Atualmente nos Estados Unidos, ela prestou depoimento acompanhada por familiares.
Segundo a investigação, uma gravação entregue às autoridades indicaria que o suspeito admitiu aos pais da denunciante, indiretamente, o ocorrido e tentou impedir a denúncia ao prometer compensação financeira.
“Eu não coloquei a mão por baixo da blusa; só toquei rapidamente a barriga, por poucos segundos, achando que ela estava dormindo. Estou extremamente envergonhado e disposto a fazer o que vocês quiserem, inclusive pagar despesas da menina e da mãe”, declarou.

Leia Também: Corpo de idoso é encontrado em estado de decomposição dentro de apartamento em Manaus
Durante as apurações, a polícia identificou outras duas possíveis vítimas em diferentes estados. Elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou que tinha 12 anos na época dos fatos.
Melqui é conhecido no meio esportivo por ser pai de Mica Galvão, um dos principais nomes da nova geração do jiu-jitsu brasileiro, campeão mundial e destaque em competições internacionais.
Ele também atua como policial civil em Manaus, lotado no setor de capacitação da instituição.
Em nota, a PC-AM informou que afastou o servidor de forma cautelar, iniciou apurações sobre o vínculo e possíveis irregularidades e encaminhou o caso à Corregedoria, que vai instaurar procedimento disciplinar. A instituição reforçou que não compactua com desvios de conduta e reiterou o compromisso com a legalidade e a ética.






