Redação Rios
MANAUS (AM) — A candidata ao Governo do Amazonas pela coligação “Mudar é Urgente” – PL/Novo, Professora Maria do Carmo, publicou um pronunciamento em suas redes sociais neste sábado, 8/8, criticando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao proibir que os filhos visitem o ex-presidente Jair Bolsonaro na data comemorativa pelo Dia dos Pais.
No vídeo, Maria do Carmo enfatiza que o posicionamento não se trata de partidarismo político ou ideológico, mas de uma cobrança necessária por limites ao poder das autoridades públicas e de respeito às garantias constitucionais básicas da família.
“Tem coisas que ultrapassam a disputa política. E essa é uma delas. Alexandre de Moraes decidiu impedir que os filhos visitassem Jair Bolsonaro no Dia dos Pais. E isso precisa, sim, causar indignação. Não estou falando aqui de gostar ou não gostar de Bolsonaro. Não estou falando de direita ou esquerda. Estou falando de limites”, declara.
A candidata questionou até que ponto as decisões individuais do Judiciário podem avançar sobre garantias fundamentais.
“Quando uma decisão de um ministro do Supremo Tribunal Federal chega ao ponto de impedir que filhos estejam com o próprio pai numa data como o Dia dos Pais, nós precisamos parar e perguntar: até onde pode ir o poder de uma autoridade?”, indaga. Ela menciona a reação do senador Flávio Bolsonaro sobre o tema e reforça que “nenhuma autoridade pode estar acima da lei” e “nenhuma instituição pode estar acima da Constituição”.
Para Maria do Carmo, a defesa da democracia exige o cumprimento estrito das regras do jogo jurídico por todas as instâncias, independentemente de quem seja a figura pública afetada.
“Democracia não pode ser democracia apenas quando a decisão nos agrada. Eu acredito em instituições fortes. Mas instituições fortes são aquelas que respeitam seus próprios limites”, afirma.
Ao concluir o posicionamento, a candidata ao Governo do Amazonas cobra firmeza da sociedade e uma reflexão por parte do STF em relação ao equilíbrio de poderes.
“Quando esses limites são ultrapassados, cabe a nós ter coragem de dizer: isto não está certo, isto não é normal. Não podemos aceitar que o poder de uma autoridade seja maior do que os direitos de uma família. O STF precisa olhar isso com cuidado. Não é certo, não é direito, não é legal”, encerra.
*Com informações da Assessoria






