Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Professores da rede municipal de ensino de Manaus iniciaram uma greve por tempo indeterminado em protesto contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) n° 8/2025, que altera as regras de aposentadoria dos servidores públicos municipais.
O ato ocorre em frente à Câmara Municipal de Manaus, no bairro Santo Antônio, zona Oeste, e foi convocado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical).
Apelidado pelos servidores de “PL da Morte“, o projeto foi aprovado na semana passada com 30 votos favoráveis e 10 contrários, elevando a idade mínima e o tempo de contribuição exigidos para aposentadoria e pensão.
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Protesto e mobilização
Durante o protesto, os professores exibiram um cartaz com os nomes dos vereadores que votaram a favor da proposta e fizeram gritos contra a gestão do prefeito David Almeida (Avante), com manifestações como “Fora David”.
Segundo os servidores, a greve continuará até que o projeto seja retirado ou revisado. “A greve só vai acabar quando o prefeito retirar o ‘PL da Morte’ da Câmara Municipal”, declarou um manifestante.
Posicionamento do sindicato
O presidente do Asprom Sindical, Lambert Mello, afirmou que o comando de greve visitará escolas que ainda não aderiram ao movimento para estimular a participação e fortalecer a mobilização.
“Esperamos que o prefeito e os vereadores entendam que não há condições de continuar com a votação do projeto. Ele precisa ser arquivado ou retirado da tramitação”, disse Mello.
O professor e sindicalista Jamisson Maia destacou que os professores não querem se afastar da sala de aula, mas foram obrigados a deflagrar a greve devido à aprovação do projeto. “Nossa categoria está mobilizada e disposta a resistir até que o PL da Morte seja derrubado”, afirmou.












