Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em denúncia exclusiva à Rede Rios de Comunicação, o vereador Coronel Rosses (PL) criticou uma manobra da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para substituir o atual sistema eletrônico da Polícia Civil (PC-AM) por outro, com custo estimado em R$ 1,9 milhão por mês.
Em entrevista ao quadro Jogo Limpo, no Jornal da Rios, da Rádio Rios FM 95,7, Rosses apontou falta de transparência, risco de prejuízo financeiro e afirmou que a própria Polícia Civil é contra a substituição, por considerar o novo sistema obsoleto em comparação ao utilizado atualmente pela PRODAM.
“O secretário de segurança quer criar um novo sistema que terá custo mensal de quase dois milhões de reais e ainda sem interligação com nenhum outro órgão do sistema de defesa social”, disse o vereador.
Atualmente, segundo Rosses, o sistema utilizado pela PRODAM é gratuito e interligado a diversos órgãos.
Falta de prioridades
O parlamentar destacou que a proposta só veio à tona devido à atuação da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa. “Isso ia passar despercebido se não fosse a habilidade do deputado Delegado Péricles (PL), que recebeu as denúncias da própria Polícia Civil e trouxe uma comissão nacional para esclarecer o caso”, relatou.
Rosses criticou a falta de prioridade em relação às condições de trabalho das forças de segurança. Segundo ele, até o Ministério Público tem precisado fechar unidades policiais no interior devido à falta de estrutura. “Se esses R$ 2 milhões mensais fossem investidos na Polícia Militar e na Polícia Civil, não teríamos quartéis e delegacias caindo aos pedaços”, afirmou.
O vereador questionou o que chamou de “maquiagem tecnológica” dentro da gestão da segurança pública. “Estão todos com salários defasados, gratificações não pagas, principalmente a tropa da Polícia Militar, que nem farda tem para vestir. Então, vemos a Secretaria priorizando tecnologia em detrimento da própria tropa”, completou.
Sensação de insegurança
Rosses também comentou sobre a percepção de segurança da população, afirmando que não se mede apenas por dados estatísticos. “Crimes de grande complexidade que antes aconteciam em áreas dominadas pelo tráfico, como a zona Leste e Norte, agora ocorrem na zona Sul, Centro-Sul, Ponta Negra, Vieiralves e Adrianópolis, em bairros de classe alta”, disse.
Ele acrescentou que a população percebe que os criminosos perderam o medo de agir em qualquer região da cidade, e que muitos homicídios estão relacionados a disputas entre facções e ocupação de territórios, de forma semelhante ao que ocorre no Rio de Janeiro.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a SSP-AM para obter esclarecimentos sobre as denúncias, mas não recebeu retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
Confira a entrevista completa
*Em colaboração com Julio Gadelha






