Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) divulgou, nesta terça-feira, 9/12, uma nota de repúdio na qual acusa o prefeito David Almeida (Avante) de tentar “comprar os votos dos professores” com o anúncio de abono para a categoria previsto para janeiro de 2026.
Segundo a entidade, o pagamento anunciado pelo prefeito contraria as informações passadas pela Secretaria Municipal de Educação. Em reunião no dia 4 de dezembro, o secretário Valquindar Ferreira Mar Júnior teria afirmado que mais de 70% dos recursos do Fundeb já haviam sido utilizados, sem sobra disponível para divisão.
“Afirmou que um eventual pagamento de abono seria feito com recursos do Tesouro Municipal. Independentemente da origem dos recursos (se é do Fundeb ou do Tesouro Municipal), o fato é que fica provado que a Prefeitura sempre teve dinheiro para pagar o aumento real [5%] que foi reivindicado pela categoria, e que o Prefeito não pagou porque não quis”, traz a nota.
Asprom Sindical
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A nota também liga o anúncio do abono com a proximidade das eleições de 2026. O sindicato afirma que o prefeito tenta articular o benefício como parte de sua preparação para disputar o Governo do Estado.
“Agora, nos atos preparatórios para sua campanha eleitoral de governador, aparece com esse dinheiro para tentar comprar as consciências dos trabalhadores da Educação Municipal”, critica o texto.

Para a entidade, o abono não substitui a necessidade de reajuste permanente. “Pagamento do abono NÃO É valorização do magistério!”, reforça a nota. O sindicato afirma que o benefício pontual não corrige perdas salariais, não integra vencimentos e não garante avanço na carreira.
Sem respostas
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Prefeitura de Manaus para esclarecer as acusações feitas pelo sindicato, questionar a origem dos recursos utilizados para o abono. Até a última atualização da reportagem, a gestão municipal ainda não havia se manifestado.






