Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A falta de merenda escolar em unidades da rede estadual do Amazonas tem levado gestores a liberar alunos mais cedo, especialmente em escolas de tempo integral. A situação foi denunciada pelo Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) e divulgada nesta segunda-feira, 9/2.
De acordo com a entidade, diretores de escolas relataram atrasos no envio dos alimentos e pendências de pagamento junto às empresas responsáveis pelo fornecimento da alimentação escolar. O problema tem marcado o início do ano letivo e afetado diretamente a rotina de estudantes e profissionais da educação.
Segundo o sindicato, diversas unidades não estão recebendo os insumos necessários para a preparação das refeições, o que tem provocado a liberação antecipada de turmas. O impacto é maior nas escolas de tempo integral, que dependem da oferta de almoço para manter o funcionamento em jornada ampliada.
Leia também: Amazonas deve registrar mais de 5.500 casos de câncer por ano até 2028, aponta INCA
Gestores relatam dificuldades
As denúncias encaminhadas à Asprom Sindical apontam que, em alguns casos, gestores têm recorrido a recursos próprios para garantir ao menos uma refeição aos estudantes nos primeiros dias de aula. A situação evidencia, segundo o sindicato, a precariedade no abastecimento da merenda escolar.
A entidade informou ainda que protocolou pedidos de esclarecimento junto à Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc), sob comando da secretária Arlete Mendonça, e ao Conselho de Alimentação Escolar do Estado, cobrando explicações sobre os atrasos no fornecimento.
De acordo com os relatos recebidos, escolas de tempo integral administradas pelo Governo do Estado estariam operando em horário parcial por falta de almoço. A denúncia aponta que o problema estaria relacionado à ausência de pagamento à empresa terceirizada responsável pelo preparo das refeições.
Cobrança e impacto social
Em um dos documentos divulgados, o sindicato cita uma escola estadual localizada no bairro Japiim, que enfrenta precariedade na oferta de alimentação escolar desde o ano passado. Segundo a entidade, a situação se agravou no início de 2026, atingindo tanto escolas de tempo integral quanto unidades da rede regular.

A Asprom Sindical reforça que a alimentação escolar é fundamental para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, além de representar uma importante estratégia de combate à insegurança alimentar. A entidade avalia ainda que a falta de merenda nas escolas públicas configura uma violação do direito constitucional à alimentação adequada e de qualidade.
Sem posicionamento oficial
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) para solicitar esclarecimentos sobre as denúncias, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão.






