Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A ex-deputada federal Sílvia Waiãpi defendeu que a Amazônia precisa de uma intervenção voltada para o crescimento econômico a fim de garantir, de fato, a sustentabilidade. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 12/9, durante entrevista exclusiva ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS.
A liderança política do estado do Amapá, filiada ao Partido Liberal, também é atriz, militar, atleta e fisioterapeuta e está na capital amazonense para participar como palestrante no I Congresso de Direito Tributário e Meio Ambiente, do Centro Universitário Fametro, realizado até o sábado, 13/9.
Para Silvia Waiãpi, discutir o tema em um espaço acadêmico é essencial para desconstruir visões externas sobre a região. A ex-parlamentar destacou que a falta de arrecadação dos estados e municípios da região compromete áreas essenciais.
“Primeiro, romper o ideal imaginário sobre aquilo que as pessoas pensam sobre nós dentro da Amazônia brasileira. Segundo, é saber porquê e como esses pensamentos, que acabaram de uma forma poética, fizeram com que leis impactassem no nosso desenvolvimento socioeconômico”, afirmou a política.
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Waiãpi afirmou que o desenvolvimento da Amazônia é deficitário em relação ao restante do Brasil, o que faz com que povos urbanos e comunidades tradicionais percam dignidade, já que os estados e municípios da região arrecadam pouco — e, quando arrecadam, não é suficiente para garantir serviços básicos como saúde, educação e segurança.
Ela ainda ressaltou que a sustentabilidade só existe, em sua pesperctiva, quando seus três pilares estão equilibrados: desenvolvimento econômico, inserção social e proteção ambiental. A política defende que se um desses pilares estiver desequilibrado, então não há sustentabilidade.
“Não existe sustentabilidade na Amazônia brasileira. Porque você tem mais preservação, menos desenvolvimento econômico e uma menor inserção social. Então, nós não somos uma região sustentável e precisamos de uma intervenção. E essa intervenção tem que ser com economia, com crescimento econômico”, ressaltou ela.
Segundo a ex-deputada, o debate dentro das universidades pode ser decisivo para a escolha de lideranças políticas mais comprometidas com a realidade amazônica. “Desenvolver esse pensamento crítico dentro das universidades faz com que nós possamos entender qual o parlamentar que nós precisamos para poder ajudar a decidir o nosso futuro”, concluiu.






