Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Municípios do Amazonas registraram concentrações elevadas de poluição do ar por material particulado fino (MP2,5) nesta sexta-feira, 23/10, segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA). Em Silves, o índice chegou a 105,7 microgramas por metro cúbico (µg/m³), enquanto um dos sensores de Iranduba marcou 101,6 µg/m³.
Os dados também apontam níveis elevados em Itapiranga e Parintins. Em outras localidades, os índices variam entre moderados e baixos, indicando diferenças na qualidade do ar entre os pontos monitorados.
O MP2,5 é formado por partículas muito pequenas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros, que podem penetrar profundamente nos pulmões e até atingir a corrente sanguínea.
Silves, Itapiranga e Parintins apresentam níveis elevados


Na região do Baixo e Médio Amazonas, Silves registrou 105,7 µg/m³ de material particulado, enquanto Itapiranga apresentou 86,7 µg/m³.
Em Parintins, um dos pontos de monitoramento marcou 97,2 µg/m³. Outras duas estações próximas registraram 14,4 µg/m³ e 39,5 µg/m³, respectivamente.
Os dados também indicam índices de 56,8 µg/m³ em Itacoatiara, 53,4 µg/m³ em Urucurituba e 53,8 µg/m³ em um dos pontos monitorados de Urucará. Em Maués, a concentração foi de 35,4 µg/m³.
Entre os menores registros estão Boa Vista do Ramos, com 12,2 µg/m³; Barreirinha, com 14,6 µg/m³; e Autazes, com 19,2 µg/m³. Outro ponto de Urucará marcou 35,9 µg/m³.
Em Iranduba, a diferença entre dois sensores chamou a atenção: enquanto uma estação registrou 16,1 µg/m³, outra marcou 101,6 µg/m³.
Já Manaus apresenta qualidade do ar moderada, após dias de intensa fumaça e calor, conforme os dados apresentados.
Governo Federal atua no combate aos incêndios
Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a atuação de aeronaves, brigadistas e forças de segurança federais contribuiu para a extinção de 338 incêndios florestais no Amazonas desde o início da operação de combate às queimadas.
A estrutura federal conta com 17 aeronaves: seis aviões Air Tractor, dois cargueiros KC-390, oito helicópteros e uma aeronave Caravan. O apoio é direcionado principalmente a regiões isoladas e de difícil acesso.
A operação também dispõe de nove embarcações e 66 veículos, utilizados no transporte de equipes e materiais e no combate às chamas.
A força-tarefa reúne 474 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de 54 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e 41 integrantes da Força Nacional.
As ações federais também custeiam as diárias de 116 bombeiros do Amazonas.






