Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) participam de uma greve nacional nesta segunda-feira, 15/4. Um ato público foi realizado na sede do IFAM, por profissionais e alunos, destacando as reivindicações da categoria.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior (Andes), uma proposta apresentada pelo governo federal foi de reajuste salarial zero, com aumentos apenas no auxílio alimentação, que passaria de R$ 658, para R$ 1000; no valor da assistência pré-escolar, de R$ 321,00 para R$ 484,90, além de 51% a mais no valor atual da saúde suplementar.
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A proposta foi rejeitada em reunião com a participação de 34 seções sindicais do setor, que também votaram pelo movimento paredista resultando em 22 votos favoráveis, sete contrários e cinco abstenções.
Na pauta nacional unificada, os docentes pedem reajuste de 22,71%, em três parcelas de 7,06%, a serem pagas em 2024, 2025 e 2026.
Também estão na pauta a revogação da portaria do Ministério da Educação 983/20, que estabelece aumento da carga horária mínima de aulas e o controle de frequência por meio do ponto eletrônico para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
As revogações do Novo Ensino Médio e da Base Nacional Comum para a Formação de Professores (BNC-Formação) também estão em discussão.
Amazonas
Em conversa com o Portal RIOS DE NOTÍCIAS, nesta segunda, 15/4, Eliseanne Lima da Silva, secretária-geral do Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), na capital amazonense, disse que no caso do IFAM, 16 campus aderiram à greve.
Professores das unidades de Parintins, Tefé, Coari, CMZL, Maués, Manacapuru, Boca do Acre, Eirunepé, CMDI, Itacoatiara, Reitoria, Iranduba, CMC, Presidente Figueiredo, Humaitá e Lábrea já estão paralisados a partir desta segunda, 15. O Campus São Gabriel da Cachoeira inicia a greve nesta terça-feira, 16/4.
A Associação dos Docentes da Ufam (Adua), que é a sessão sindical da Andes no Amazonas, esteve na reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), ocorrida no início do mês, que aprovou a greve nesta segunda, 15. A decisão foi acatada por 22 votos favoráveis, sete contrários e cinco abstenções. A ADUA foi representada pelo presidente, Jacob Paiva.
Na época, em Assembleias Gerais Descentralizadas nos campi de Humaitá, Parintins, Manaus e Benjamin Constant, 58 professoras(es) sindicalizadas(os) à ADUA votaram contra a greve, 13 a favor e 2 se abstiveram. A REPORTAGEM entrou em contato com a associação para saber em que pé está a situação atualmente no Amazonas, mas até o momento não obteve retorno.
Posicionamento
Em nota, o Ministério da Gestão informou que além de formalizar a proposta apresentada na última quinta-feira, 11/4, também foi assumido o compromisso de abrir, até o mês de julho, todas as mesas de negociação específicas de carreiras solicitadas para dar tratamento às demandas e produzir acordos que sejam positivos aos servidores.
De acordo com o órgão, há dez mesas tratando de reajustes para a educação com acordos consensualizados e oito estão em andamento. Além disso, foi criado um grupo de trabalho para tratar da reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).
“O relatório final do GT, entregue no dia 27/3 à ministra da Educação, Esther Dweck, servirá como insumo para a proposta do governo de reestruturação da carreira, que será apresentada aos servidores na Mesa Específica de Negociação.”
A nota conclui que a Pasta da Gestão segue aberta ao diálogo com os servidores da área de educação e de todas as outras áreas, “mas não comenta processos de negociação dentro das Mesas Específicas e Temporárias.”
*Com informações da Agência Brasil






