Caio Silva – Rios de Notícias
AMAZONAS – Servidores da saúde de Presidente Figueiredo realizaram uma manifestação na tarde de quinta-feira, 1º/10, para cobrar do Governo do Amazonas a regularização dos repasses destinados à saúde do município.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Daniele Machado Viga, os recursos estaduais estão atrasados há quatro meses. De acordo com ela, durante esse período, o município estaria custeando integralmente os serviços de saúde.
A situação, segundo os profissionais, tem afetado a manutenção dos atendimentos e a transferência de pacientes que precisam de tratamento em unidades de referência.
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Servidores cobram regularização dos repasses
Durante a manifestação, representantes da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital Maternidade Presidente Figueiredo fizeram um apelo ao Governo do Amazonas para que os repasses sejam regularizados.
Um dos servidores que participou do ato afirmou que os recursos representam um direito do município. “Nós, representantes da Secretaria de Saúde de Presidente Figueiredo, viemos aqui reivindicar um direito constitucional do município, que é o repasse do Estado para o município”, afirmou.
A secretária municipal de Saúde, Daniele Machado Viga, disse que o município estaria há quatro meses sem receber os recursos estaduais. “Há quatro meses o Estado não passa o repasse para o município, e o município vem custeando a saúde 100%”, declarou.
Segundo ela, a manifestação teve como objetivo chamar a atenção para a situação enfrentada pela rede municipal e pedir uma solução para a regularização dos pagamentos.
Falta de recursos afeta transferência de pacientes
A diretora-geral do Hospital Maternidade Presidente Figueiredo, identificada no vídeo como Leni, afirmou que a falta dos recursos também estaria dificultando a remoção de pacientes para unidades de referência.
“Hoje estamos com dificuldade, principalmente na remoção do nosso paciente. Com esse recurso, também está atrapalhando esse traslado dos pacientes que precisam ser atendidos e serem transferidos nos municípios de referência”, afirmou.
Os profissionais também destacaram que Presidente Figueiredo é cortado pela BR-174, o que, segundo eles, aumenta a demanda por atendimentos de emergência. “Presidente Figueiredo fica localizado numa BR, então por ser uma localização estratégica, nós temos muitos acidentes”, relatou um profissional.
Outro servidor afirmou que o Hospital Eraldo Neves Falcão atende ocorrências registradas em um trecho da rodovia.
“Todas as vítimas, todos os sinistros que acontecem durante a ponte do Urubu até o 45 da BR-174, quem atende qualquer sinistro é o Hospital Eraldo Neves Falcão. Através disso, pedimos socorro ao Estado pela situação que a gente está passando”, afirmou.
Hospital relata atendimento de 45 vítimas
Durante o ato, uma profissional relatou que a demanda de atendimentos de emergência tem pressionado a estrutura da unidade.
Segundo ela, no sábado anterior à manifestação, o hospital teria atendido 45 vítimas. Deste total, dez pacientes considerados graves precisaram ser transferidos para outras unidades após serem estabilizados.
“Passamos por uma situação bem grave, bem delicada: no sábado passado atendemos 45 vítimas; dessas 45 vítimas, transferimos 10 pacientes graves, mas todos estabilizados”, declarou.
Os profissionais afirmaram que pacientes que precisam de atendimento especializado são encaminhados para municípios de referência e que as dificuldades nos repasses estariam interferindo na estrutura necessária para essas transferências.
Mobilização
O protesto dessa quinta-feira se juntou a manifestações de prefeitos, secretários municipais e profissionais de saúde do interior do Amazonas em uma mobilização por repasses destinados à manutenção dos serviços e à compra de medicamentos.
O movimento foi convocado pela Associação Amazonense de Municípios (AAM) e também incluiu cobranças relacionadas a recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) e do Termo de Compromisso de Gestão (TCG).
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para esclarecer a situação dos repasses a Presidente Figueiredo, mas não recebeu retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.






