Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e candidato a deputado estadual pelo Podemos, Marcus Vinicius Oliveira de Almeida, conhecido como Coronel Vinicius, é alvo de uma operação realizada na manhã desta quinta-feira, 1º/10, em Manaus.
A medida cumpre mandados de busca e apreensão na sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e em outros endereços relacionados à investigação.
Segundo informações iniciais, a apuração busca esclarecer um possível uso de servidores e veículos da estrutura da segurança pública do Amazonas em benefício de campanha eleitoral. A investigação pretende verificar se recursos humanos e materiais do poder público teriam sido utilizados para finalidades eleitorais e identificar os eventuais envolvidos.


Ex-secretário seria um dos alvos
Coronel Vinicius foi secretário de Segurança Pública do Amazonas durante a gestão do ex-governador Wilson Lima (União Brasil). Atualmente, ele disputa uma vaga de deputado estadual.
Segundo informações iniciais, um dos mandados é cumprido em um endereço residencial ligado ao ex-secretário. Equipes também foram vistas na sede da SSP-AM.
Durante a operação, servidores teriam sido reunidos no auditório enquanto as equipes realizavam buscas e verificações em setores da pasta.
MPAM esclarece atuação
Em nota, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) esclareceu que a medida de busca e apreensão foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do próprio MPAM, conforme a Resolução nº 297/2024 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
“O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) esclarece que a medida de busca e apreensão realizada nesta quinta-feira (1º/10), em Manaus, foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF), após o encaminhamento de informações por setores do MPAM, conforme determina a Resolução nº 297/2024 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”.
Segundo o MPAM, a atuação do órgão estadual ficou restrita à organização e ao auxílio na execução da operação. “A atuação do MPAM limitou-se à organização e ao auxílio na execução da operação, realizada pela Polícia Federal, sob a condução do Ministério Público Eleitoral”.
O órgão informou ainda que eventuais pedidos de informações sobre a investigação devem ser direcionados aos responsáveis pela apuração eleitoral. “Para mais informações, a imprensa deve procurar os órgãos responsáveis pela investigação eleitoral”.
Polícia Federal atuou na execução
A Polícia Federal também esclareceu que a operação não é de responsabilidade da corporação. Segundo a PF, a ação foi conduzida pelo Ministério Público Eleitoral, com atuação da instituição na execução das medidas.
“Em relação à operação realizada nesta data, informo que a ação é de responsabilidade do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público. A Polícia Federal atuou apenas em apoio operacional à equipe responsável pela investigação e execução das medidas”, informou a PF.
A corporação orientou que eventuais pedidos de informações e esclarecimentos sobre o caso sejam direcionados ao órgão responsável pela investigação.
Defesa
Em esclarecimento enviado ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a assessoria de Vinicius Almeida informou que o ex-secretário deve se posicionar sobre a operação assim que possível. O espaço permanece aberto para manifestação.






