Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A ex-chefe de gabinete do ex-prefeito de Manaus David Almeida, Anabela Cardoso Freitas, deixou o 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na manhã desta sexta-feira, 15/5, após ter a prisão preventiva revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A decisão, assinada pelo ministro Ribeiro Dantas na quinta-feira, 14, substitui a prisão por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e restrições de contato.
Durante a saída da unidade policial, Anabela afirmou que continuará colaborando com as investigações e disse ser inocente. Após isso, não quis se pronunciar novamente. “O processo ainda está em curso. Saio de cabeça erguida, sou inocente. A justiça foi feita”, declarou.
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Defesa
A advogada de defesa, Kaila Soares, afirmou que a liberdade foi concedida por ausência de elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva.
“Nesse caso, ela foi colocada em liberdade. Agora está sob medidas cautelares e segue com acompanhamento. As investigações não tiveram resultados suficientes para manter a prisão”, disse.
Segundo a defesa, o processo seguirá normalmente, mas com a investigada respondendo em liberdade após a decisão do STJ.
Decisão da Justiça
Na decisão, o ministro Ribeiro Dantas considerou que o relatório final da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) retirou as acusações de tráfico de drogas e associação para o tráfico inicialmente atribuídas à investigada.
Segundo o magistrado, Anabela passou a ser indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais no âmbito da Operação Erga Omnes. Ele também destacou que não há indicação de atuação violenta, liderança operacional ou risco concreto à produção de provas que justificasse a manutenção da prisão preventiva.
Outro ponto considerado pelo STJ foi o encerramento da investigação policial, o que, segundo a decisão, reduz a necessidade da prisão para garantir o andamento do processo.
Com a decisão, Anabela deve cumprir medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. O ministro alertou ainda que o descumprimento das condições pode levar à reavaliação da prisão.
Prisão e acusações
Anabela foi presa em 20 de fevereiro durante a Operação Erga Omnes. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), ela integraria o chamado “núcleo político” da organização criminosa e teria usado cargos públicos para acessar informações sigilosas de processos, repassando dados ao grupo e facilitando ações ilegais.
Anabela Cardoso é policial civil, advogada e já atuou no gabinete do ex-prefeito de Manaus, David Almeida, além de ter passado pela Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus.






