Redação Rios
RIO – A SAF do Botafogo teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça do Rio de Janeiro e iniciou oficialmente o processo de reorganização financeira. A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial, na madrugada desta sexta-feira, 15/5.
No documento, ao qual o Estadão teve acesso, a Justiça reconhece um passivo total estimado em R$ 2,5 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 1,28 bilhão está incluído diretamente no processo de recuperação judicial.
O Botafogo já havia obtido, no fim de abril, medidas cautelares que antecipavam parte dos efeitos da recuperação. Agora, o processo passa a tramitar oficialmente, com definição de regras, obrigações e prazos que deverão ser cumpridos pela SAF nos próximos meses.
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Entre as medidas autorizadas está o chamado stay period, mecanismo que suspende temporariamente execuções e cobranças contra a empresa em recuperação. Com isso, ficam interrompidas ações de bloqueio e penhora de bens enquanto o processo estiver em andamento.
A decisão também impede o vencimento antecipado de dívidas e abre caminho para que a SAF busque financiamento no modelo DIP (Debtor-in-Possession), utilizado por empresas em recuperação judicial para manter suas operações durante a reestruturação.
Outro ponto definido pela Justiça foi a confirmação de Eduardo Iglesias como gestor judicial da SAF. O nome foi escolhido em assembleia após a recusa de Durcesio Mello.
Além disso, foi mantida a suspensão dos direitos políticos da Eagle Football Holdings, empresa ligada a John Textor. Com isso, o Botafogo Associativo segue responsável pelo controle da estrutura administrativa e pela indicação do gestor.
A SAF terá agora 60 dias para apresentar um plano detalhado de recuperação financeira. Após a publicação do edital com a relação de credores, os envolvidos terão prazo de 15 dias para habilitar seus créditos no processo.
O pedido de recuperação judicial foi protocolado com o objetivo de proteger as atividades do clube e preservar ativos, incluindo jogadores e receitas futuras. O Botafogo atravessa um período de forte pressão financeira, com dívidas bilionárias e pendências que incluem um transfer ban imposto pela Fifa.
*Com informações da Agência Estado






