Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Rodoviários de Manaus decidiu manter a greve prevista para sexta-feira, 22/5, após reunião realizada nesta quarta terça-feira, 20/5, terminar sem acordo entre a categoria, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
O principal ponto de divergência segue sendo o reajuste salarial. Enquanto o Sinetram propôs aumento de 4,11%, baseado no índice acumulado do INPC/IBGE, os rodoviários mantiveram a reivindicação de 12%.
Segundo a ata da reunião, representantes das empresas afirmaram que o percentual apresentado segue parâmetros adotados pela Justiça do Trabalho em casos de impasse nas negociações coletivas. O Sinetram também informou que daria anuência para um eventual acordo coletivo, mas a proposta foi rejeitada pelo sindicato dos trabalhadores, que informou que continuará discutindo as cláusulas econômicas e sociais da convenção.

O presidente do Sinetram, César Tadeu, afirmou que a proposta será encaminhada à Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef) para avaliação. “Foi a primeira reunião e ainda não chegamos a um acordo. Vamos levar a proposta do sindicato ao prefeito e à Secretaria de Finanças para avaliar o impacto financeiro e, se possível, apresentar uma contraproposta”, disse.
Durante o encontro, o IMMU informou que o município não teria condições de absorver o reajuste solicitado pela categoria. O presidente do instituto, Edson Andrade, destacou que ainda existe distância entre as propostas, mas defendeu a continuidade das negociações.
“Há uma distância entre as propostas, mas acreditamos que existe espaço para diálogo e para aproximar os pontos de vista. Não seria o melhor momento para uma greve, já que a negociação acabou de começar”, afirmou.

Já o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, reforçou que a paralisação será mantida caso não haja avanço nas tratativas.
“As empresas querem oferecer 4% de reajuste em tudo, enquanto o sindicato reivindica 12%. Por isso, a greve segue mantida para sexta-feira, a menos que a Prefeitura ou o sindicato patronal apresentem uma proposta melhor para a categoria”, declarou.
Durante a reunião, também foi solicitado que o sindicato suspendesse a paralisação prevista para sexta-feira, sob o argumento de que as negociações ainda estão em andamento. No entanto, a categoria decidiu manter o movimento.






