Redação Rios
MANAUS (AM) – O rio Negro baixou 52 centímetros em uma semana e chegou à cota de 26,55 metros em Manaus, nesta terça-feira, 11/8. A redução ocorre em meio ao período de vazante e às chuvas abaixo da média na Bacia do Amazonas.
Os dados são do 32º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Apesar da descida dos rios, a maioria das estações monitoradas ainda registra níveis dentro da faixa de normalidade para o período.
Em Manaus, o recuo do rio Negro acompanha a tendência observada em outras áreas da região. No rio Solimões, em Tabatinga (AM), o nível caiu 91 centímetros na última semana e chegou a 4,50 metros. Em Manacapuru, a redução foi de 47 centímetros, com a cota chegando a 17,40 metros.
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Vazante avança no Amazonas
Na bacia do rio Purus, a estação de Beruri registrou redução de 49 centímetros, atingindo 18,55 metros.
Em Porto Velho (RO), o rio Madeira baixou 18 centímetros e chegou a 5,57 metros. Em Humaitá (AM), a redução foi de 24 centímetros.
No rio Amazonas, a descida foi de 48 centímetros em Careiro e de 42 centímetros em Itacoatiara. As cotas chegaram a 14,30 metros e 12,02 metros, respectivamente.
Rio Branco preocupa
A situação mais crítica é registrada na bacia do rio Branco, em Roraima. Em Boa Vista, o nível caiu 27 centímetros e chegou a 1,71 metro. Em Caracaraí, a redução foi de 49 centímetros, deixando o rio em 2,46 metros.
Segundo o SGB, os níveis estão muito abaixo da faixa de normalidade e já são os menores registrados para o período.
O cenário preocupa porque a região está no período chuvoso, quando normalmente são esperados níveis mais altos nos rios. Em 2025, na mesma época, o rio Branco estava em 3,62 metros em Boa Vista.
A previsão de chuvas abaixo da média nos próximos meses pode agravar a seca na região.
Monitoramento
Os dados fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e operada pelo SGB e instituições parceiras.
O SGB ressalta que os níveis podem sofrer alterações após verificações realizadas em campo pelas equipes técnicas. Dados em tempo real e mapas de risco estão disponíveis no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).
*Com informações da assessoria






