Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Embora a campanha eleitoral deste ano só tenha início oficial em 16 de agosto, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) já começa a sentir os reflexos das articulações políticas. O retorno das atividades legislativas, após um mês de recesso, foi marcado pela falta de quórum na sessão desta segunda-feira, 3/8, impedindo o início da Ordem do Dia.
A ausência de vereadores fez com que a Mesa Diretora interrompesse os trabalhos, já que não foi alcançado o quórum mínimo de 21 parlamentares exigido para o início das votações. Entre os ausentes estava o próprio presidente da Casa, vereador Davi Reis (Avante).
A situação reacendeu o debate sobre a frequência dos parlamentares durante as sessões. O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) criticou o atual sistema de controle de presença da Câmara, afirmando que alguns vereadores registram presença, mas deixam o plenário antes do início das votações.
“Há vereadores que registram presença e vão embora. Muitas vezes ficam apenas 23 ou 24 parlamentares no plenário. Depois apresentam justificativas e não há qualquer desconto. Duvido muito que a Câmara já tenha descontado o salário de algum vereador por falta”, afirmou.
A Câmara Municipal de Manaus é composta por 41 vereadores, sendo necessária a presença mínima de 21 parlamentares para que a Ordem do Dia seja iniciada. Segundo Rodrigo Guedes, diferentemente do que ocorre com a maioria dos trabalhadores, as ausências dos vereadores raramente resultam em desconto no subsídio.
Nos bastidores da Casa, a expectativa é de que as ausências se tornem mais frequentes nas próximas semanas, à medida que os parlamentares intensificam as atividades de pré-campanha para as eleições de 2026.
O Portal Rios de Notícias procurou a Câmara Municipal de Manaus para esclarecer quais vereadores justificaram ausência na sessão, como funciona o controle de frequência e se já houve desconto de subsídio por faltas não justificadas. O espaço segue aberto.






