Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-prefeito de Rio Preto da Eva e presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Sousa (PSD), negou ter cometido crime eleitoral após ser detido durante a votação do primeiro turno, nesse domingo, 4/10.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Anderson afirmou que foi impedido de votar e que recebeu uma abordagem que classificou como truculenta. Segundo ele, estava acompanhado da esposa e dos filhos quando policiais teriam alegado que ele estava causando tumulto no local. “Não cometi nenhum crime eleitoral. Fui impedido de exercer meu direito como cidadão”, afirmou.
“Eu que fui professor, diretor de escola, fui secretário de educação, secretário de administração, vice-prefeito, três vezes prefeito, não tem um cidadão no Rio Preto que não me conheça. Até o momento, eu não consegui entender qual é o meu crime eleitoral, qual foi o meu crime eleitoral?”
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Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Anézio Brito de Paiva, as circunstâncias da detenção do ex-prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Souza, começou após a juíza eleitoral responsável pelo pleito no município solicitar o deslocamento da Polícia Militar até um local de votação para verificar uma suspeita de boca de urna.
De acordo com o secretário, ao chegar ao local, o oficial da PM fez contato com Anderson Souza e com as demais pessoas que o acompanhavam. Conforme o relato, durante a retirada do ex-prefeito, determinada pela Justiça Eleitoral, ele teria agredido um sargento da Polícia Militar que fazia parte da guarnição.
“Quando o oficial chegou ao local, fez o contato com o ex-prefeito Anderson Souza, junto com as pessoas que estavam acompanhando. Quando ele estava sendo retirado por ordem da juíza do pleito, ele agrediu um sargento da Polícia Militar que fazia parte da guarnição. Foi dada voz de prisão e ele foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Rio Preto da Eva”, explicou Anézio Paiva.
Anderson acusa Roberto Cidade
Na sequência do vídeo, Anderson fez críticas ao governador Roberto Cidade e afirmou que a estrutura do Estado teria sido utilizada para influenciar o resultado das eleições.
“Quero também fazer uma denúncia. O governador Roberto Cidade aparelhou a máquina nos municípios. Ele determinou que tinha que ganhar a eleição e começou a intimidar as pessoas”, acusou.
Anderson relacionou a acusação ao conflito entre o Governo do Amazonas e os municípios sobre repasses estaduais.
“Na semana passada, nós tivemos uma discussão muito grande sobre a questão da dívida do Estado com os municípios. O Estado deve o FTI, deve o TCG há mais de dois meses. E aí você usa a máquina do Estado para fazer uma eleição”, afirmou.
O político citou o resultado das eleições para o governo e afirmou que Roberto Cidade não conseguiu chegar ao segundo turno. “E o resultado está aí. Roberto Cidade não chegou ao segundo turno”, declarou.






