Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Profissionais de saúde que atuam em serviços de diagnóstico por imagem, como raio-x e tomografia, denunciam o não pagamento de salários em duas grandes unidades de urgência da capital amazonense: o Pronto-Socorro da Criança da Zona Sul e o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.
O relato foi feito ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS por um (a) denunciante que preferiu não se identificar por medo de retaliações. De acordo com a denúncia, trabalhadores que prestam serviço no Pronto-Socorro da Criança da Zona Sul estão sem receber salários desde o mês de setembro de 2025.
Segundo o (a) denunciante, o repasse financeiro deveria ser feito pelo Governo do Amazonas à empresa Madim Manaus, responsável pelo serviço, o que até o momento não ocorreu. “Até agora, só recebemos promessas. Nenhuma previsão concreta de pagamento”, relatou o (a) denunciante.
A situação também é crítica no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Conforme a denúncia, o salário referente ao mês de dezembro ainda não foi pago e não há qualquer previsão de repasse. Nessa unidade, a administração é feita pela Organização Social Agir Saúde, que seria responsável por repassar os recursos à empresa Madim Manaus.
“A única resposta que a empresa dá é que os repasses ainda não foram feitos – nem pelo governo, nem pela Agir. No 28 de Agosto, já ficaram mais de três meses sem receber em outro período”, afirmou.
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O impacto do atraso salarial vai além do ambiente de trabalho. Ainda segundo o relato, alguns profissionais enfrentaram situações extremas, como despejo por falta de pagamento de aluguel e cortes no fornecimento de água e energia elétrica.
“Teve funcionário que foi expulso de casa e teve água e luz cortadas porque simplesmente não tinha como pagar”, contou o (a) denunciante.
Os trabalhadores afirmam que vivem sob constante pressão e medo. Segundo a denúncia, há ameaças veladas de que a empresa tentará identificar quem fez a denúncia, com risco de demissão. “Por isso pedimos sigilo. Somos ameaçados de que vão atrás de saber quem denunciou e demitir”, disse.
O riosdenoticias.com.br solicitou posicionamentos do Governo do Amazonas, da Agir Saúde e da empresa Madim Manaus sobre as denúncias apresentadas e aguarda retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.






