Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Professores e pedagogos da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed) foram convocados pelo Asprom Sindical para uma Assembleia Geral Extraordinária, marcada para quarta-feira, 27/5, às 9h, na Praça da Polícia, no Centro de Manaus, zona Sul da capital. A mobilização ocorre após a aprovação do reajuste salarial de 4,14% pela Câmara Municipal de Manaus (CMM).
A convocação foi anunciada pelo presidente da entidade, Lambert Mello, logo após o encerramento da votação do projeto de lei encaminhado pela Prefeitura de Manaus, segundo o coordenador jurídico do sindicato.
“O resultado aqui foi aquele que nós já imaginávamos. A maioria dos vereadores da base do prefeito aprovou o projeto de lei encaminhado, reajustando o salário em apenas 4,14%, apenas a reposição da inflação e ainda de forma errada, porque não recompõe toda a inflação do período”, declarou Lambert Mello.
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Sindicato critica percentual aprovado
De acordo com o Asprom Sindical, o reajuste aprovado não representa ganho real para os profissionais da educação municipal e está abaixo das expectativas da categoria. A entidade afirma que o percentual não cobre integralmente as perdas inflacionárias acumuladas.
Em vídeo, o presidente do sindicato afirmou que o movimento continuará pressionando a gestão municipal por valorização salarial.
“Nós não vamos abrir mão do nosso aumento real de salário que nós queremos conquistar neste ano de 2026”, disse.
O sindicato também destacou que a insatisfação aumentou após a aprovação do projeto pela maioria dos vereadores aliados da Prefeitura, que, segundo a categoria, ignorou as reivindicações apresentadas pelos profissionais da educação.
Indicativo de greve
A Assembleia Geral Extraordinária terá como principal pauta a discussão e deliberação sobre um possível indicativo de greve da rede municipal de ensino. A expectativa é reunir educadores e demais profissionais da educação para definir os próximos passos do movimento.
O encontro acontecerá na Praça da Polícia, tradicional ponto de manifestações e mobilizações sindicais no Centro de Manaus.
Segundo Lambert Mello, a decisão sobre a continuidade das ações dependerá da participação da categoria na assembleia.
“É você que vai decidir se nós vamos continuar nessa luta ou se nós vamos nos dar por vencidos. Acreditamos na sua força, por isso esperamos por você quarta-feira, às nove da manhã, na Praça da Polícia, para discutirmos indicativo de greve”, reforçou.
Categoria cobra valorização profissional
Além do reajuste salarial, o movimento também levanta debates sobre valorização profissional, condições de trabalho e reconhecimento dos servidores da educação municipal.
O sindicato afirma que seguirá mobilizado em busca de avanços para a categoria ao longo de 2026. “A luta continua”, finalizou Lambert Mello.
Tensão na CMM
A votação do Projeto de Lei nº 454/2026, que trata do reajuste da data-base dos educadores da rede municipal, ocorreu sob tensão na Câmara Municipal de Manaus (CMM) na segunda-feira, 25.
Professores e pedagogos estiveram no local para acompanhar a sessão e relataram dificuldades de acesso às galerias do plenário no início da manhã.
A categoria também questionou o índice de 4,14% proposto pela Prefeitura de Manaus, que tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referente à reposição inflacionária, sem concessão de ganho real acima da inflação.






