Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Prefeitura de Nova Olinda do Norte, no Amazonas, decretou luto oficial de três dias no município e anunciou o cancelamento das festividades de Carnaval. A medida foi adotada em sinal de pesar pelas vítimas do naufrágio ocorrido na sexta-feira, 13/2, nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus.
Em nota publicada nas redes sociais, a administração municipal manifestou solidariedade às famílias atingidas. “Neste momento de dor, a Administração Municipal manifesta solidariedade às famílias e amigos das vítimas, reafirmando seu respeito e condolências”, informou.
Até o momento, 71 passageiros foram resgatados com vida. Duas mortes foram confirmadas – uma criança de três anos e uma mulher – e outras sete pessoas seguem desaparecidas. A embarcação fazia o trajeto Manaus/Nova Olinda.
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A gestão municipal reforçou gratidão pelas vidas resgatadas, mas destacou o profundo pesar pelas perdas irreparáveis e pelas pessoas que ainda seguem desaparecidas. “O município se une em respeito, solidariedade e apoio às famílias atingidas”, concluiu a nota publicada nas redes sociais.
Luto e indignação
Em entrevista ao Portal Rios de Notícias, neste domingo, 15, a jornalista Marilene Silva, natural de Nova Olinda do Norte e prima da mãe de Lara Bianca – estudante de odontologia que morreu no naufrágio – descreveu o clima na cidade como devastador.
“Impera um silêncio total. Além da nossa família, outras também estão de luto. O naufrágio comoveu a cidade inteira. A angústia das famílias é indescritível. O cancelamento do Carnaval foi um ato de solidariedade com todos que perderam seus familiares e com os sobreviventes”, afirmou.
Em suas redes sociais, a jornalista publicou um desabafo emocionado, pedindo força aos pais de Lara, Shelle Bezerra e Wander Reis, e cobrando justiça diante da tragédia envolvendo a lancha Lima de Abreu.

Ela também lembrou dos desaparecidos (Ana Carla, Romualdo Almeida, Fernando, Poliana e Patrícia ) e destacou o desespero das famílias, que pedem mais agilidade nas buscas. Entre as reivindicações das famílias estão o reforço das autoridades estaduais, o uso de aeronaves para sobrevoar os rios Negro e Solimões e a garantia de que o caso não fique impune.






