Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A prisão de Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida (Avante), durante a Operação Erga Omnes, provocou reação entre políticos do Amazonas nesta sexta-feira, 20/2.
A servidora é investigada por ligação com uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos e vazamento de informações sigilosas. Ela integrava a Comissão Municipal de Licitação da Prefeitura de Manaus.
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Repercussão
O caso gerou críticas de parlamentares do Amazonas. O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) afirmou que, quando há suspeita de envolvimento de servidores com o crime organizado, o caso deixa de ser apenas policial e passa a ter dimensão institucional e política.
Em declaração, o parlamentar disse que “ou a gente expulsa o crime da política, ou o crime vai continuar decidindo o nosso futuro”, e acrescentou que o Amazonas “não pode virar território do crime organizado”.
Em vídeo enviado ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o vereador Coronel Rosses afirmou que a investigação atinge um “grande ponto nevrálgico” dentro da Prefeitura de Manaus e reforça denúncias feitas por ele sobre suspeitas de fraudes, corrupção e favorecimento na gestão municipal.
“Então o que a gente percebe é que a Prefeitura de Manaus está envolvida em um mar de lama, não só de corrupção, mas também com envolvimento com o tráfico de drogas, em que o alto escalão do prefeito, pessoas da base de confiança do prefeito, estão envolvidas diretamente, não só do prefeito, como funcionários de cargos comissionados na Câmara Municipal”, declarou.
Rosses também mencionou as eleições de 2024 e afirmou que, na avaliação dele, ainda faltam esclarecimentos à população. “A população até agora não conseguiu esclarecimentos sobre uma ligação direta com organizações criminosas que favoreceram a última eleição de David Almeida. Fica claro de que lado o prefeito de Manaus está nesse momento”, disse.
Manifestação de pré-candidata
A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo Seffair (PL-AM), também comentou o caso. Em declaração, ela questionou a proximidade da investigada com o chefe do Executivo municipal e levantou dúvidas sobre eventual influência em decisões administrativas.
“Qual é a dificuldade de se cercar de pessoas honestas? Que moral há para falar em honestidade?”, declarou. A pré-candidata ainda questionou se o Amazonas “merece esse tipo de governante”.
Posicionamento da Prefeitura
Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Manaus informou que a investigação não tem como alvo institucional o Executivo municipal. A gestão afirmou que eventuais servidores citados no inquérito responderão individualmente por seus atos, caso sejam responsabilizados.
A administração municipal destacou ainda que os serviços públicos seguem funcionando normalmente e reafirmou o compromisso com a legalidade e a transparência.






