MANAUS (AM) – O Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas (Sind-UEA) publicou, nesta quarta-feira, 23/9, uma Nota de Apoio à reivindicação de estudantes por medidas emergenciais diante da péssima qualidade do ar em Manaus.
A entidade apoia o pedido apresentado por Centros e Diretórios Acadêmicos e por representantes estudantis para que as atividades acadêmicas sejam realizadas, excepcionalmente, de forma remota enquanto persistirem as condições ambientais críticas.
“As atividades presenciais implicam deslocamento pela cidade, exposição ao ambiente externo e permanência em diferentes espaços, aspecto corretamente destacado pelas representações estudantis”, observa o Sind-UEA.
Comunicado no Instagram da UEA
O sindicato também cobra que a Reitoria da UEA avalie imediatamente a suspensão das atividades presenciais, com a adoção temporária do ensino remoto onde for possível.
Para a entidade, a proteção à saúde de estudantes, docentes, técnicos e trabalhadores terceirizados deve orientar as decisões da universidade neste momento.
“A UEA dispõe de conhecimento científico e instrumentos próprios de monitoramento ambiental que podem subsidiar tecnicamente suas decisões. A resposta à emergência não deve depender exclusivamente de iniciativas individuais de docentes, cursos ou unidades, uma vez que é necessária orientação institucional clara, uniforme e baseada nos indicadores disponíveis.”, destaca a nota.
O Sind-UEA defende, ainda, que a universidade adote uma orientação institucional única e clara, baseada nos indicadores de qualidade do ar, em vez de deixar a decisão sobre a realização das atividades a critério de professores, cursos ou unidades.
Repercussão
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) é uma instituição pública estadual vinculada ao Governo do Amazonas e mantida pelo poder público estadual. A universidade foi criada pela Lei Estadual nº 2.637, de 12 de janeiro de 2001.
Após a publicação da nota, internautas também se manifestaram sobre a permanência das atividades presenciais durante o período de forte concentração de fumaça em Manaus.
“É preocupante manter as aulas presenciais diante de uma situação tão crítica de qualidade do ar. A fumaça já está causando desconforto em muitas pessoas, com dor e irritação na garganta, ardência nos olhos, tosse e dificuldade para respirar. Não estamos falando apenas de um incômodo, mas de uma situação que pode afetar diretamente a saúde de estudantes, professores e funcionários. Se as condições ambientais estão sendo monitoradas, por que esperar a situação piorar para tomar medidas? A saúde da comunidade acadêmica deveria ser prioridade.”, observou um internauta.
“Pior gestão! Deveriam ter vergonha!” e “Estão esperando a situação piorar pra poder fazer alguma coisa? só pode ser brincadeira”, “Nossos representantes não pensam na qualidade de saúde dos seus próprios discentes!”, criticaram internautas.
Outro comentário questionou a manutenção das aulas presenciais diante das condições ambientais registradas na capital.