Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A performance de dança ENGATE será apresentada, pela segunda vez, no domingo 8/2, às 19h, no Buia Teatro, localizado na rua Dona Libânia, 300, no Centro de Manaus. A entrada é gratuita, mediante a lotação do espaço. A apresentação tem classificação indicativa para maiores de 18 anos.
Nesta quarta-feira, 4/2, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com a criadora da performance, a artista Giselle Jardim, sobre o trabalho artístico.
“Essa relação que se estabelece entre corpo, temática e território amazônida, ela já surge através de algumas inquietações minhas e que aparecem entre indas e vindas nesse território, alguns distanciamentos, em que eu pude observar com mais atenção quais são os nossos ritmos, os sons, os fluxos e a dança surge como um espaço de investigação para que histórias também possam ser contadas através do meu corpo”, explicou.

Giselle é artista da dança e já atuou como bailarina no Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas (CDA), além de aprofundar seus estudos no La Faktoria Choreographic Center, em Vitória (ES).
Corpo, cidade e memória
Sua pesquisa transita entre dança contemporânea, improvisação e processos colaborativos, com interesse nas relações entre corpo, cidade e memória a partir de narrativas urbanas das Amazônias. A artista também é idealizadora do LAVA (Laboratório de Artes e Vivências Amazônidas), que apoia artistas independentes em Manaus.
Segundo Giselle, em ENGATE, o corpo é o principal elemento da cena. Não há personagens nem uma narrativa tradicional. O público acompanha ações corporais, deslocamentos e pausas que revelam estados físicos e sensoriais construídos ao longo do tempo.

“Na prática, sinto que a ideia se materializa na cena a partir de uma dramaturgia que não segue uma linearidade, mas que atravessa algumas geografias internas minhas, de memórias, experiências e gestos”, afirma.
Performance
A estrutura da performance se baseia na repetição e na transformação dos gestos. Os movimentos retornam e se reorganizam, criando uma ideia de ciclo, no qual o corpo se modifica a partir das experiências vividas e do contato com diferentes lugares. Esse processo também se constrói na relação direta com quem assiste.

“Existe uma relação que vai se criando com o público a partir dessa troca, que acaba sendo muito íntima. Então fica o convite ao público para que possa prestigiar esse trabalho. Acho que a partir desse encontro a gente também consegue conversar mais sobre coisas que possam surgir aí a partir dessa partilha. Venham!”, finalizou Giselle ao RIOS DE NOTÍCIAS”






