Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A médica pediatra Adriana Lima publicou um vídeo na noite desta quarta-feira, 2/9, cobrando o pagamento de valores devidos a empresas médicas que prestam serviços à rede pública de saúde do Amazonas.
Na gravação, a profissional também fez críticas à condução da saúde estadual e contestou declarações atribuídas ao vice-governador Serafim Corrêa (PSB), ao governador Roberto Cidade (União Brasil) e ao secretário de Estado de Saúde, Luis Alberto Saraiva.
A manifestação ocorre em meio às cobranças de médicos e entidades da categoria por repasses referentes aos serviços prestados na rede estadual.
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Repasses não teriam sido pagos
No vídeo, Adriana afirmou que havia um acordo para que os valores destinados às empresas médicas fossem repassados até, no máximo, o dia 31 de agosto. Segundo ela, porém, os pagamentos ainda não teriam sido depositados.
“Havia um combinado em que seriam repassados valores às empresas médicas, no máximo até o dia 31 de agosto. Repasse que até o momento não caiu nas contas”, declarou.
A pediatra também contestou uma declaração atribuída ao vice-governador Serafim Corrêa de que as empresas médicas não teriam funcionários a serem pagos.
Médica rebate declaração sobre estrutura das empresas
Adriana classificou a afirmação como equivocada e afirmou que as empresas responsáveis pela prestação dos serviços precisam manter uma estrutura administrativa e operacional para funcionar.
“É uma mentira muito grande. Porque nenhuma empresa funciona sem uma consultoria administrativa, sem uma consultoria jurídica, sem um contador para que faça suas contas e sem um secretariado para que faça todas as planilhas, para que faça toda a movimentação, a diretoria”, afirmou.
Na sequência, a médica também rebateu a ideia de que as empresas médicas teriam como único objetivo obter lucro. Segundo ela, os valores recebidos correspondem à remuneração pelos serviços prestados e envolvem profissionais que passaram anos em formação.
“Esse lucro não se trata de ganho ilícito e nem de esperteza. Se trata somente da distribuição do pagamento relacionado a um serviço prestado ao nosso trabalho e é feito de forma honesta”, disse.
Críticas à condução da saúde
Durante a gravação, Adriana voltou a questionar a demora nos repasses e afirmou que os profissionais seguem aguardando a regularização dos pagamentos.
A pediatra também criticou declarações feitas por representantes do governo estadual e pediu que a população não aceite, segundo ela, informações que considera equivocadas. “Então gente, não caiam em conversa fiada de político”, declarou.
Em outro momento, ao mencionar novamente Serafim Corrêa, Adriana afirmou que considera que o político estaria no fim da carreira. “E seguimos aqui, aguardando nossos pagamentos, né? Mais uma vez, sobre a conversa fiada aí dos nossos governantes”, afirmou.
Sindicato alerta para possível impacto nas escalas
No fim de agosto, médicos e entidades que representam a categoria voltaram a cobrar respostas do Governo do Amazonas sobre os atrasos nos pagamentos referentes aos serviços prestados na rede pública estadual.
O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) também publicou um alerta nas redes sociais sobre a situação.
Segundo a entidade, a falta de regularização dos pagamentos pode provocar a redução do número de profissionais disponíveis e comprometer a formação das escalas de atendimento previstas para outubro, novembro e dezembro de 2026.
Governo ainda não se manifestou
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com o Governo do Amazonas e com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) para obter um posicionamento sobre as declarações da médica e os pagamentos mencionados.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.






