Júnior Almeida – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, estabeleceu sigilo de 5 anos para as informações relacionadas as suas viagens de trabalho, as quais já totalizaram aproximadamente R$ 75 mil em gastos públicos. Desde que assumiu o cargo em dezembro de 2023, ele tem evitado divulgar sua agenda oficial de compromissos, sendo questionado pela falta de transparência. As informações foram reveladas pelo Estadão.
No portal da transparência do Ministério Público Federal (MPF), apenas os valores de cada deslocamento e das diárias utilizadas estão disponíveis, sem descrições detalhadas sobre o objetivo das viagens. Gonet e outros procuradores têm se utilizado da Lei de Acesso à Informação (LAI) e de uma portaria publicada por seu antecessor, Augusto Aras, para justificar o sigilo, no qual cita questões de segurança.
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Esta prática tem se tornado comum no MPF, embora a alegação de segurança para não divulgar os dados seja questionável, uma vez que as informações são divulgadas apenas após a viagem, quando o risco já não seria mais relevante. Não há justificativas disponíveis no portal da transparência sobre o que levaram à ocultação das informações.
Segundo consta nas informações do Portal da Transparência do órgão, Paulo Gonet já gastou R$ 46 mil com passagens e recebeu R$ 29 mil em diárias. Porém, os destinos dessas viagens não são especificados, muito menos o objetivo de tal deslocamento.






