Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A passagem subterrânea do Complexo Viário Rei Pelé, localizada na antiga “bola do Produtor”, entre as zonas Leste e Norte de Manaus, está parcialmente interditada nesta segunda-feira, 20/4, para obras de drenagem, segundo a Prefeitura de Manaus.
Os trabalhos devem seguir até terça-feira, 21, e serão realizados das 8h30 às 18h, afetando o trecho que liga a avenida Itaúba à avenida Camapuã, no sentido bairro Cidade Nova.
Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), o serviço é necessário para a manutenção da rede de drenagem, com o objetivo de melhorar o escoamento da água da chuva e aumentar a segurança no local. A escolha do período também leva em conta o feriado prolongado, para reduzir os impactos no trânsito.
O IMMU orienta os motoristas a redobrarem a atenção, respeitarem a sinalização e planejarem seus deslocamentos com antecedência.
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Vazamento constante de água
O Complexo Viário Rei Pelé foi entregue em julho de 2025, após a conclusão da obra ser adiada quatro vezes. Inicialmente, a previsão era de entrega em julho de 2024. Desde o início, o projeto acumulou polêmicas.
O vazamento constante de água é motivo recorrente de reclamações de motoristas que trafegam pela área, além do congestionamento que permanece, apesar das promessas do ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), de que o projeto transformaria o fluxo viário da região.
“Não resolveu 100% o problema de engarrafamento no local. Desde quando foi inaugurado, ele apresenta problemas estruturais, como essa poça de água, que nunca seca e suja os veículos com lama, mesmo em dias de sol. Segundo o pior prefeito de Manaus, esse viaduto é supermoderno e resolveu o problema do tráfego nesse trecho. Quanta mentira!”, afirmou um motorista.
Com alterações no projeto original, atrasos na execução e pelo menos três mortes registradas após a liberação parcial da estrutura, a obra é alvo de críticas da população e de especialistas.
Desde que a alça viária superior foi liberada ao tráfego, em agosto, a construção recebeu o apelido de “viaduto Saci”. O motivo é que o trecho começa com duas faixas e se estreita para apenas uma na saída, o que gerou revolta entre motoristas e moradores, que apontam problemas de mobilidade e riscos à segurança.






