Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Pacientes relataram longa espera e possível negligência no setor de emergência do Hospital Hapvida, localizado na da Universidade Nilton Lins, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus, nesta segunda-feira, 17/11.
Segundo informações apuradas pelo Portal Rios de Notícias, usuários que buscavam atendimento aguardaram mais de quatro horas para serem chamados. Relatos apontam que apenas dois profissionais de saúde estavam responsáveis pelos procedimentos na área de medicação.
“Chegamos cedo, a consulta até ocorreu dentro do esperado. Mas, depois, fomos encaminhados para a sala de medicação e não havia profissionais suficientes. A fila estava enorme, ficamos quase três horas esperando. Depois, o pessoal da enfermagem falou que só tinham dois profissionais fazendo o que podiam”, afirmou um paciente que preferiu não se identificar.
Outro paciente relatou que procurou o responsável pelo setor para pedir agilidade, mas foi informado de que não havia como melhorar o fluxo por falta de equipe. Denunciantes afirmam que essa situação ocorre com frequência na unidade.
“Era evidente pela quantidade de pessoas esperando que o número de profissionais não dava conta. Apenas dois aplicando a medicação. Procurei uma gerente da recepção, e ela disse que já havia comunicado a enfermagem, mas que não podia fazer nada. Tinha consultório sem atendimento e, com tanta gente chegando, só tende a piorar”, relatou.

Investigação do MP-AM
O problema não é isolado. Em maio deste ano, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu um inquérito civil para investigar a demora no atendimento em unidades da Hapvida Assistência Médica Ltda. na capital. Segundo o órgão, as unidades vêm descumprindo a Lei nº 5.867 (Lei das Filas), que estabelece tempo máximo de 29 minutos de espera para atendimento em hospitais públicos e privados, além da obrigatoriedade de informar de maneira visível o prazo máximo permitido.
A investigação foi instaurada após fiscalização do Procon-AM, que autuou e multou a operadora ao constatar atendimentos superiores a 30 minutos.
As unidades também foram autuadas por dificultarem a atuação da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e do próprio Procon-AM, violando prerrogativas legais de fiscalização.
O inquérito é conduzido pela 52ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor e prevê a convocação da empresa para audiência com objetivo de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
A reportagem entrou em contato com a assessoria do Hospital Hapvida para solicitar esclarecimentos sobre as denúncias e questionar as medidas adotadas para garantir atendimento dentro do tempo previsto em lei. O espaço segue aberto.












