Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma paciente oncológica internada na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) estaria há dois dias aguardando uma cirurgia classificada como de urgência, segundo a filha, a advogada Camila Guimarães. Até o momento do relato, não havia previsão para o procedimento.
A denúncia foi publicada nas redes sociais nessa quinta-feira, 24/9. Segundo Camila, a mãe deu entrada na unidade por volta das 5h e permanece em dieta zero, sem alimentação e água, enquanto aguarda a cirurgia.
A advogada afirma que, durante os dois dias de espera, a família recebeu sucessivas promessas de que o procedimento seria realizado, mas a cirurgia não teria ocorrido.
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Paciente aguarda cirurgia em dieta zero
Segundo Camila, médicos do ambulatório e da urgência avaliaram a paciente e providenciaram a documentação necessária após identificarem a gravidade do caso. De acordo com ela, a demora teria ocorrido no setor responsável pela realização do procedimento.
“Tem dois dias que ela tá esperando, ela tá na dieta zero, não pode comer, não pode tomar água e toda vez que eu vou verificar no setor do pessoal de cirurgia, vai ser hoje, vai ser depois, sem falta, entra à noite, amanhece e não faz a cirurgia”, afirmou.
A advogada disse ainda que a família não recebeu uma justificativa clara para a demora. “Não sei se por falta de leito, falta de material, até porque não explicam nada para a gente, só fazem dizer que não tem como fazer agora, que daqui a pouco vão chamar”, relatou.
Família relata falta de acompanhamento
Além da situação da mãe, Camila afirmou ter presenciado outros pacientes no oitavo andar, na ala 804, que, segundo ela, estariam aguardando avaliação médica após procedimentos realizados anteriormente.
“Paciente que foi operado, o paciente passou pelo procedimento e não teve retorno com cirurgião no dia seguinte, sendo que hoje já é o segundo dia”, afirmou.
Segundo Camila, a avaliação após a cirurgia é necessária para orientar os pacientes sobre a recuperação e os próximos passos do tratamento.
Advogada elogia profissionais e cobra solução
Camila destacou o atendimento recebido inicialmente pela mãe e afirmou que os médicos do ambulatório e da urgência agilizaram a documentação após identificarem a gravidade do caso.
“Para a glória de Deus, os médicos que nos atenderam no ambulatório e na urgência foram excelentes, providenciaram todas as documentações, agilizaram porque viram que o caso dela era grave, uma cirurgia de urgência”, disse.
Apesar do elogio, a advogada criticou a demora no encaminhamento para o procedimento e a falta de informações à família. “Quando chegou no setor para cirurgia de transferência. Fica um jogando para o outro e ninguém resolve nada”, afirmou.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para esclarecer a denúncia. Até a publicação, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.






